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domingo, 15 de abril de 2018

''Se na estética se aplica a mesma inflação que mantém viva a sociedade capitalista, o mundo em que vivemos não vale a pena''

Crítica da Separação, Guy Débord, 1961


JMS: O filme militante confina as pessoas à urgência. E na urgência estamos, a culminação do sistema que inventou as câmaras de gás. (…) Esta ideia poderia servir de definição para o cinema político: evitar a todo custo o que mantém com vida o capitalismo, a inflação. Se na estética se aplica a mesma inflação que mantém viva a sociedade capitalista, o mundo em que vivemos não vale a pena, continuamos a deitar água ao moinho. (…)
DH: Nós, como pessoas, reagimos forçosamente às circunstâncias, mas isso não é motivo suficiente para plasmar as reações individuais em um filme. Para isso estão as histórias sentimentais.

Danièle Huillet e Jean-Marie Straub em entrevista a François Albera, 2001

terça-feira, 24 de março de 2015

O Ford favorito do Straub :

Fort Apache, John Ford, 1948

sábado, 10 de janeiro de 2015

A terra engolirá o sangue sem esquecer.

There's always a pool of blood somewhere that we're walking in without knowing it... It's your blood that feeds the earth. It's you who fatten the servants of lies. 
 --Jean-Marie Straub

Kommunisten, Straub, 2014

Les Jeux des Anges, Walerian Borowczyk, 1964


 Satyricon, Fellini, 1969

gif 1927 metropolis fritz lang
Metropolis, Fritz Lang, 1927

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Salve, perene horror!

Adeus, felizes campos, onde mora
Nunca interrupta paz, júbilo eterno!
Salve, perene horror! Inferno, salve!
Recebe o novo rei cujo intelecto
Mudar não podem tempos, nem lugares;
Nesse intelecto seu, todo ele existe;
Nesse intelecto seu, ele até pode
Do Inferno Céu fazer, do Céu Inferno.

Paraíso Perdido John Milton Canto I

L'Itinéraire de Jean Bricard, Jean-Marie Straub (2008) 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Dorsky VS Straub




HUGHES: In Devotional Cinema you say that, ideally, watching a film should be like an intimate, heart-felt conversation. I have to tell you, I’m so grateful to hear a filmmaker talk about the cinema without speaking in terms of commerce. You treat film as a transformative experience without being pedantic about it.
DORSKY: Yeah, I’m sorry if I was so off-putting on stage. Sometimes I get off on the wrong footing when the questions seem so deeply ungenerous. Usually I’m generous no matter how ungenerous people are. Maybe it’s just the situation. People in the audience are forced to perform before the Straub. I didn’t feel that the evening was mine. I thought it would work, and then I realized it wouldn’t work. It’s like interrupting lovemaking for a Q&A session.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Straub sobre Brecht.




"De certo modo, a descoberta que ele fez para o teatro, fi-la eu a nível cinematográfico. "Escavar a verdade sob o cúmulo do óbvio, unir com evidência o particular e o geral, fixar no geral o que é particular, esta é a arte dos realistas", disse Brecht, e creio que os nossos filmes deverão reinventar o realismo, neste sentido. É necessário, acima de tudo, que a câmara não seja um olho, mas um olhar. Este é o trabalho (...) E conhecer a distância, moral e material (dá na mesma) entre o que se mostra e câmara. Para o enquadramento, os alemães usam a palavra "Einstellung". Einstellung também significa disposição moral. (...) O que é necessário, creio, é uma ideia. Uma ideia que não seja uma intenção simbólica nem psicológica. Uma ideia moral, logo política. "

Straub

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Não ha filme político sem memória.


Eu gostaria agora de acrescentar [...] que não há filme político sem memória. Por memória se entende colocar-se em oposição à social-democracia, ao reformismo e a toda a bagunça, porque, estes aí, a única coisa que eles recusam é que houve um passado, coisas diferentes, são completamente antimarxistas: o método marxista por excelência consistia em voltar até os assírios e mostrar como as coisas eram diferentes, o que havia mudado. E Marx ia cada vez mais longe à medida que envelhecia.

(Jean-Marie Straub, 2001)