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domingo, 30 de dezembro de 2018

''aquele que vivia em nós já não está: partiu''

Out 1: Noli me tangere

«aquele que vivia em nós já não está:
partiu, mas se chamarem, responderemos
"Aqui estou" e sabe-se que não estamos,
pois aquele que estava esteve mas perdeu-se:
perdeu-se no passado e já não volta.» 
(Pablo Neruda, Plenos Poderes)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

In memoriam Jacques Rivette (1928 – 2016)




Despeço-me de um favorito, Jacques Rivette, no site À Pala de Walsh, 
com o que me foi possível de um rascunho retrospectivo dessa imensidão só sua :
JACQUES RIVETTE, O LEÃO DE PARIS.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Doorkijkje





"Miracolo a Milano" 1951, Vittorio de Sica


The Slippers, Samuel van Hoogstraten, 1654-62

La fille de nulle part, Brisseau

Image
La bande des quatre / Gang of Four (Jacques Rivette, 1988)

domingo, 31 de maio de 2009

RIVETTE entrevista RENOIR

terça-feira, 8 de abril de 2008

“é preciso fazer as coisas fáceis, e deixar as coisas difíceis aos pedantes”.




“A realidade da conspiração”
RIVETTE - Aliás, não há razão para ficar por aí; todos os filmes são sobre o teatro: não há outro assunto. É uma facilidade, claro, mas estou cada vez mais convencido de que é preciso fazer as coisas fáceis, e deixar as coisas difíceis aos pedantes. Se se pega num assunto que trata do teatro de perto ou de longe, está-se na verdade do cinema, é-se levado. Não é por acaso que, entre os filmes de que gostamos, há tantos que são em primeiro grau sobre esse assunto, e damo-nos depois conta de que todos os outros, Bergman, Renoir, os bons Cukor, Garrel, Rouch, Cocteau, Godard, Mizoguchi, também são sobre isto. Porque é o assunto da verdade e da mentira, e não há outro no cinema: é forçosamente uma interrogação sobre a verdade, com meios que são forçosamente mentirosos. O assunto da representação. E pegar nisso mesmo como assunto dum filme é uma questão de franqueza, portanto é preciso fazê-lo.
Isso é um pouco a mesma coisa do que pegar directamente no cinema como assunto do cinema?
RIVETTE - Houve muitas tentativas de filmes sobre o cinema no cinema, e não funciona tão bem, é mais laborioso, tem um lado coquete. É menos forte, talvez porque há apenas um nível; é o cinema que olha para si próprio, enquanto que, se olhar para o teatro, era já a olhar para uma coisa diferente: não ele próprio, mas o seu irmão mais velho. 
Claro que também é uma forma de se olhar no espelho, mas o teatro é a versão “civil” do cinema, é o seu rosto de comunicação com o público; enquanto que uma equipa de cinema é uma conspiração, é completamente fechado sobre si, e ninguém foi ainda capaz de filmar a realidade da conspiração. Há qualquer coisa de infame, de profundamente crapuloso no trabalho de cinema. Seria talvez preciso filmá-lo de forma mais crítica, ou mais violenta, como Garrel filma o seu “local do crime”; é de qualquer modo muito difícil: até 8 1/2 se interrompe antes do início do filme, o facto de que Mastroianni vai, talvez, começar a rodar o seu filme força Fellini a terminar o seu.

Entrevista com Jacques Rivette, « Le temps déborde», Cahiers du Cinéma, setembro 1968

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

In vacant or in pensive mood / They flash upon that inward eye / Which is the bliss of solitude

Céline et Julie vont en bateau, Rivette, 1974