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segunda-feira, 8 de outubro de 2018
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Diamância.
quando eu pensava que só me calhavam maus caminhos, tudo eram,
afinal, ziguezagues da estrada que vinha dar aqui:
há-as: pessoas raras como diamantes
(resta-nos arrancar devoção por todo o anjo, santo ou deusa
quando uma dessas decide passar a vida connosco)
quinta-feira, 3 de maio de 2018
sexy as hell.
Na mais recente sessão do Ciclo Amor e Intimidade no Nimas, exibimos o filme MA NUIT CHEZ MAUD. Mas foi esta semana, ao trabalhar na edição de um documentário sobre sem-abrigo que, ao olhar para as linhas crísticas que desenhavam compaixão no rosto de um dos voluntários filmados, finalmente percebi porque é que o pascaliano Jean-Louis (Trintignant) queria tão forçosamente uma católica para casar, no filme de Rohmer. Por ser muito mais rara do que um cabelo ruivo ou do que uns olhos hazel, uma francamente boa pessoa é a derradeira prova de resistência que contraria todas as probabilidades neste mundo invertido - e é, verdadeiramente, sexy as hell.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
( ser / não ser)
E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie.
Gênesis 1:24
Gênesis 1:24
Byzance (Maurice Pialat, 1964)
Ma Nuit Chez Maud (Eric Rohmer, 1969)
Isabelle aux dombes (Maurice Pialat, 1951)
La Corne d'Or (Maurice Pialat, 1951)
Byzance (Maurice Pialat, 1951)
Nada.
Ma nuit chez Maud
La Collectioneuse
Teorema, Pasolini, 1968
La collectionneuse, Rohmer, 1967
To Joy, Bergman, 1950
As I Was Moving Ahead Occasionally I Saw Brief Glimpses of Beauty (Jonas Mekas, 2000)
domingo, 7 de dezembro de 2014
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
domingo, 23 de dezembro de 2012
ROHMER: Sobre a organização do espaço em Fausto, de Murnau.
Os três espaços
O termo de espaço, no cinema, pode designar três noções diferentes:
1) O espaço pictórico. A imagem cinematográfica, projetada sobre o retângulo da tela - tão fugitiva ou móvel que seja -, é percebida e apreciada como a representação mais ou menos fiel, mais ou menos bela de tal parte do mundo exterior.
2) O espaço arquitetônico. Essas partes do mundo, naturais ou fabricadas, tais que a projeção sobre uma tela as representa, com maior ou menor fidelidade, são providas de uma existência objetiva, podendo, ela também, ser, em tanto que tal, o objeto de um julgamento estético. É com essa realidade que o cineasta se mede no momento da filmagem, que a restitui ou a trai.
3) O espaço fílmico. Na verdade, não é do espaço filmado que o espectador tem a ilusão, mas de um espaço virtual reconstituído no seu espírito, com o auxílio dos elementos fragmentários que o filme lhe fornece.
Esses três espaços correspondem a três modos de percepção pelo espectador da matéria fílmica. Eles resultam também de três abordagens, geralmente distintas, do pensamento do cineasta e de três etapas do seu trabalho, onde ele utiliza, a cada vez, técnicas diferentes. A da fotografia no primeiro caso, a da cenografia no segundo, da mise en scène propriamente dita e da montagem no terceiro. Para cada uma dessas três operações ele se beneficia de colaboradores especializados, os quais é de sua responsabilidade acordar as sensibilidades, a fim de que sua obra forme um todo coerente. Inútil sublinhar que a um contingente enorme de filmes falta essa unidade e que, por exemplo, as ambições da fotografia traem o espírito no qual foi construída a cenografia, uma vez que simplesmente não adensam o esforço de edificação da mise en scène.
Eric Rohmer, L'organisation de l'espace dans le Faust de Murnau, UGE, 1977
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
"Todo o corpo aspira à independência." (Novalis)
L'Amour l'aprés midi, Rohmer, 1972
RECLINING WOMAN - GUSTAV KLIMT
Paulina Borghese

Peter Martin for Figure 1951
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