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sábado, 21 de março de 2015

3Ds


It was and still is very important to set the camera free in the extreme: to place the automatic camera in footballs launched in rockets, on the back of a galloping horse, on buoys during a storm; to crouch with it in the cellar, to take it up to the ceiling heights. It doesn’t matter that these virtuoso positions may seem excessive the first ten times; the eleventh time we understand how necessary and yet insufficient they are. Thanks to them, and even before the revelations of three-dimensional cinematography to come, we experience the new sensation of exactly what hills, trees and faces are in space.” (Epstein in Abel, 1988: 64)

Napoleon, Abel Gance, 1927


  

sexta-feira, 6 de março de 2015

Corpo, um tratado sobre o trespasse


"eu que sou isento, digo, que me devore um buraco ou fora ou dentro"

HERBERTO HELDER



"In this world which we enter, appearing from a nowhere, and from which we disappear into a nowhere, Being and Appearing coincide."
Arendt, Hannah. The Life of the Mind



Die Spinnen - Parte I, Fritz Lang, 1919

 Beethoven (Abel Gance, 1936)


Vampyr, Dreyer, 1932

 Judex, Franju, 1963


 Force of evil, Abraham Polonsky, 1948


 L'Atalante, Jean Vigo, 1934




Why Husbands Flirt (Al Christie ,1918)

Woman in the dunes, Teshigahara, 1964


Ossos (Pedro Costa, 1997)


You only live once, Fritz Lang, 1937

sábado, 10 de janeiro de 2015

Les statues vivent aussi.

La Dixiéme Symphonie, 1918, Abel Gance



"O cinematógrafo destronou a escultura realista. As suas personagens de mármore, as suas grandes caras pálidas, os seus volumes com sombras, com iluminações soberbas, toda essa humanidade abstracta, essa humanidade silenciosa, substituem o que era pedido pelo olhar às estátuas. Barbette descende dessas estátuas que se movem."
Jean Cocteau, Visão Invisível




La chute de la maison Usher, Jean Epstein, 1928



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Que futuro?

 ''It's just a poor old worker's hand''


La roue, Abel Gance, 1923

domingo, 31 de janeiro de 2010

Às vezes parece que já vivemos tanto.

LA ROUE, Abel Gance, 1923


Às vezes parece que já vivemos tanto. 
O sossego é o único preâmbulo que o homem conhece para uma verdade maior. 
A minha mãe é de uma geração que desconhece o morrer que é continuar. 
Só são nossas as coisas que assimilamos: uma maçã, um jardim, uma casa. 
Coisas a comporem-se para dentro, para a memória.  
Às vezes não queremos dizer adeus. 

Joana Jacinto

sábado, 18 de março de 2006

a história tem de ser feita ao contrário.

A Roda, Abel Gance, 1932


O jeito em que todas as coisas foram colocadas instigou-me à vocação selvagem da desordem; estimula-me o pensamento de desmanchar tudo: os sítios nos tempos. Porque a história tem de ser feita ao contrário.
Herberto Helder






sábado, 8 de janeiro de 2005

AFORISMO #4 : Parem com as auto-flagelações

Para quê o crucifixo em nome próprio
se o mundo se encarrega já de fazer isso?

Abel Gance, J'accuse!, (1919)