d) MATÁ-LOS FOI POUCO. TIVERAM DE FAZER ARTE COM A SUA MORTE. E SEM VERGONHA, ASSINAR A SEGUIR: FUI EU, ATENÇÃO, EU!
Numa época saturada de informação em todas as frentes, a mente engole-se e o corpo sem cabeça atinge a patologia psíquica. A vida decorre sem perguntar-se. A ordem é desordenada. A organização foge à lógica. O distúrbio renomeia-se de rebeldia e a espécie joga num tabuleiro sem regras, involução flagrante até no panorama da arte contemporânea. A arte onde tudo é arte, onde o nada é arte, e onde ser artista é uma ascensão umbilical, munida de auto-legendas de algibeira. Enquanto os valores mais nucleares são desrespeitados, o primeiro mundo recebe, com a pompa cerimoniosa da vernissage, a barbárie legendada de arte.
É vital denunciar estes bárbaros contemporâneos, recebidos entre aplausos, e renunciar ao absurdismo que rege a recepção artística de uma actualidade tão fraca em gosto, tão escassa em moral. Há vários exemplos deste narcisismo escandaloso. Estes "artistas" de revoltar as entranhas exploram a morte, expondo-a enquanto arte, ascendendo em génio perante a verborreia desinspirada da crítica e do seu fastio burguês. Será a morte dos seres feita experiência derradeira, o estádio último do tédio de existir? Nem artistas, nem seres humanos. A impunidade de que usufruem estas criaturas - superstars globais da arte - é desprezível. Envergonha a história da arte, e envergonha-me a mim, enquanto ser humano.
MARCO EVARISTTI
https://www.jn.pt/6914106786/artista-contra-o-sofrimento-animal-deixa-leitoes-a-morrer-em-exposicao-de-arte/
Recentemente, a 1 de Março de 2025, com a peça NOW YOU CARE, o artista chileno Marco Evaristti, pretendia colocar três leitões privados de comida e água num contexto de galeria, a fim de sensibilizar para o sofrimento causado pela produção de porcos, como instalação. Percebemos que, efectivamente, conseguiu pôr o público (que consome carne de porco no supermercado e no restaurante) subitamente a preocupar-se com estes leitões, já engendrando o seu resgate… mas qual é a necessidade de um artista colocar-se deliberadamente na posição de ser assassino, tal e qual como os assassinos que critica? Acaba a perder a razão e, através da publicidade do seu gesto, a enfraquecer a luta pela causa animal.
RODRIGO BRAGA
http://www.rodrigobraga.com.br/
A 9 de Dezembro de 2004, o vergonhoso ''artista'' brasileiro costurou um focinho de cão sobre o seu rosto. Mas, orgulhoso, ainda posta fotos sobre o aniversário desta sua performance no seu Instagram.

DAMIEN HIRST
http://www.damienhirst.com/
Para além dos tanques cheios de animais esventrados dentro de tanques em formol, como 'Mother and Child (Divided)' (1993) - obra vencedora do prémio TURNER PRIZE 1995!, que possibilita aos espectadores caminharem entre os corpos da vaca e da sua prole, Damien Hirst clama aludir ao sacrifício implicado na relação perturbadora entre humanos e animais, através da peça "Up, Up and Away" (1994) em que suspende uma vaca inteira no ar, com as entranhas expostas, para espectador ver. No entanto, Hirst não é vegan e usa animais mortos como peças, incluindo vacas, ovelhas, tubarões e borboletas. Afinal, que lição está ele a dar, se nem o próprio a aprende? Balelas.



POLLY MORGAN
http://pollymorgan.co.uk/
Polly Morgan é outra repugnante artista britânica contemporânea, que inclui taxidermia nas suas composições com cadáveres de animais, numa obscena falta de respeito pela vida que um dia habitou estes seres. Os Egípcios embalsamavam os corpos humanos como também os corpos animais, já que acreditavam que, ao preservar-lhes o corpo, também eles poderiam viver uma vida além da morte. Pelo contrário, o uso, por Polly Morgan, dos seus cadáveres como ''art supplies'', para subsequente exibição em galeria, diz bastante sobre a nossa relação desumana com os animais...





e) O ARTISTA A AMPLIAR OS GRITOS DOS ANIMAIS INDEFESOS!
Enquanto os imorais se autodenominam de artistas e obscenamente instrumentalizam a morte dos animais para fazer as suas ‘‘peças artísticas’’, sobre estas colando a cuspo uma etiqueta de crítica mas mantendo o status quo da violência e do desrespeito pela sua integridade física, o sempre anónimo BANKSY traz a genial peça SIRENS OF THE LAMBS (2013).

O artista não precisa de mostrar cadáveres para perturbar quem passa! Pegou nos adoráveis animais em peluche que se oferecem às crianças, e enfiou-os numa carrinha de ''transporte de animais vivos'', empoleirando os seus rostos a guinchar, como verdadeiros animais a suplicar na travessia que os conduzirá ao abate no matadouro ‘‘Farm Fresh Meats’’.

Em 2024, um stencil do mesmo artista surgiu sobre a vedação do Zoo de Londres. Criticando o cativeiro dos animais, a imagem de Banksy mostra um gorila a levantar o gradeamento, libertando um leão marinho e pássaros, enquanto outros animais parecem espreitar.