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terça-feira, 23 de novembro de 2010
domingo, 7 de agosto de 2005
Alex in Wonderland.
Alex in Wonderland
PAUL MAZURSKY (1970)
Alex (Donald Sutherland) é um jovem realizador que se debate com a própria escassez de ideias para o segundo filme. À sua volta, como nesta maravilhosa cena, a imaginação flui e invade o ambiente e multidão, ao mesmo tempo que o seu imaginário pessoal se desdobra em aparições sucessivas, reminiscências da sua formação pelo Cinema: Jeanne Moreau entoa uma nova versão da célebre música de Jules et Jim, e a realidade transborda de sonho, tantas vezes, aproximando-se do maravilhoso 8 1/2 de Fellini. A segunda longa-metragem de Mazursky adquiriu o estatuto de filme de culto.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2005
( As medidas naturais dos corpos.)

Bob + Carol + Ted + Alice, Paul Mazursky (1969)
Luis Ricardo Falero. "Vision of Faust". (1878)
Toda a gente sabe ou suspeita
que os humanos já foram mais livres:
na proximidade entre os quatro
duvidamos das contas que Deus fez e
estudamos ali:
as portas abertas
as barreiras caídas
o rumo certo do amor feito matéria dissolúvel
desejo, tesão, intelecto, amizade, etc
que os humanos já foram mais livres:
na proximidade entre os quatro
duvidamos das contas que Deus fez e
estudamos ali:
as portas abertas
as barreiras caídas
o rumo certo do amor feito matéria dissolúvel
desejo, tesão, intelecto, amizade, etc
na última cena do filme
a força da expressão
condensa toda a narrativa numa metáfora
: casais desfilam vários sexos, raças, religiões e
todos param, confundindo-se
numa multidão muda
em exame olhos nos olhos.
(momentaneamente
os dois casais protagonistas desfazem-se
absorvendo-se defronte a desconhecidos e
achando retorno e
regressam com os olhos ao conjugue)
: aqui,
a certeza de Mazursky de que
os sentimentos sobram e
os matrimónios duais não preenchem
cada uma das partes.
: aqui,
o amor é electivo entre amores e
o interesse erógeno quer-se descomplexificado
autorizado a
consumar-se.
Um tratado poliamoroso de Mazursky a
descrever como cada consciência traça com autonomia
a própria lei esquecendo
a sociedade inventada para se impor
à natureza que o ser humano é.
a força da expressão
condensa toda a narrativa numa metáfora
: casais desfilam vários sexos, raças, religiões e
todos param, confundindo-se
numa multidão muda
em exame olhos nos olhos.
(momentaneamente
os dois casais protagonistas desfazem-se
absorvendo-se defronte a desconhecidos e
achando retorno e
regressam com os olhos ao conjugue)
: aqui,
a certeza de Mazursky de que
os sentimentos sobram e
os matrimónios duais não preenchem
cada uma das partes.
: aqui,
o amor é electivo entre amores e
o interesse erógeno quer-se descomplexificado
autorizado a
consumar-se.
Um tratado poliamoroso de Mazursky a
descrever como cada consciência traça com autonomia
a própria lei esquecendo
a sociedade inventada para se impor
à natureza que o ser humano é.
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