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terça-feira, 23 de novembro de 2010

My Darling Clementine,


We're just wandering, we're just a-wandering like fools.













( . . . )

Vagabonding on the Pacific, John Barrymore (1926)


La Ciénaga, Lucrecia Martel (2001)




Tempest, Paul Mazursky, 1982






Colossal Youth, Pedro Costa, 2006




I used to write,
I used to write letters I used to sign my name
I used to sleep at night
Before the flashing lights settled deep in my brain


But by the tim
e we met
By the time we met the times had already changed

So I never wrote a letter
I never took my true heart I never wrote it down
So when the lights cut out
I was left standing in the wilderness downtown


Now our lives are changing fast
Now our lives are changing fast
Hope that something pure can last
Hope that something pure can last












Le Petit Soldat, JLG, 1963











domingo, 7 de agosto de 2005

Alex in Wonderland.




Alex in Wonderland
PAUL MAZURSKY (1970)

Alex (Donald Sutherland) é um jovem realizador que se debate com a própria escassez de ideias para o segundo filme. À sua volta, como nesta maravilhosa cena, a imaginação flui e invade o ambiente e multidão, ao mesmo tempo que o seu imaginário pessoal se desdobra em aparições sucessivas, reminiscências da sua formação pelo Cinema: Jeanne Moreau entoa uma nova versão da célebre música de Jules et Jim, e a realidade transborda de sonho, tantas vezes, aproximando-se do maravilhoso 8 1/2 de Fellini. A segunda longa-metragem de Mazursky adquiriu o estatuto de filme de culto.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

( As medidas naturais dos corpos.)




Bob + Carol + Ted + Alice, Paul Mazursky (1969)

Luis Ricardo Falero. "Vision of Faust". (1878)


Toda a gente sabe ou suspeita 
que os humanos já foram mais livres:

na proximidade entre os quatro 
duvidamos das contas que Deus fez e 
estudamos ali: 
as portas abertas
as barreiras caídas
o rumo certo do amor feito matéria dissolúvel
desejo, tesão, intelecto, amizade, etc

na última cena do filme 
a força da expressão
condensa toda a narrativa numa metáfora
: casais desfilam vários sexos, raças, religiões e 
todos param, confundindo-se 
numa multidão muda
em exame olhos nos olhos. 
(momentaneamente
os dois casais protagonistas desfazem-se 
absorvendo-se defronte a desconhecidos e
achando retorno e
regressam com os olhos ao conjugue)

: aqui,  
a certeza de Mazursky de que 
os sentimentos sobram e
os matrimónios duais não preenchem 
cada uma das partes. 

: aqui, 
o amor é electivo entre amores e 
o interesse erógeno quer-se descomplexificado
autorizado a 
consumar-se. 

Um tratado poliamoroso de Mazursky a
descrever como cada consciência traça com autonomia 
a própria lei esquecendo 
a sociedade inventada para se impor 
à natureza que o ser humano é.