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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Homólogo de alma negra
“The body is the instrument of our hold on the world.”
― Simone de Beauvoir, The Second Sex
― Simone de Beauvoir, The Second Sex
Yôkihi, (Kenji Mizoguchi, 1985)
Carolee Schneemann
Life the Way it Is (Brisseau, 1978)
Le Thèâtre des Matières, (Biette, 1977)
quarta-feira, 18 de março de 2009
Há-de flutuar
Contos da Lua Vaga (1953), de Kenji Mizoguchi
há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado
por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
Al Berto
Salsugem
1984, ed. Contexto
Há-de flutuar
Ugetsu monogatari, Mizoguchi, 1953
há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado
por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)
um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade
Al Berto
Salsugem
1984, ed. Contexto
sábado, 26 de janeiro de 2008
CONTOS DA LUA VAGA.
CONTOS DA LUA VAGA
(Ugetsu Monogatari, 1953)
Kenji Mizoguchi
"Um dos mais belos poemas de aventura e de amor louco, um dos cantos mais fervorosos compostos em honra da renúncia e da fidelidade, um hino à Unidade e, ao mesmo tempo, à diversidade das aparências."
(Eric Rohmer)
segunda-feira, 3 de outubro de 2005
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