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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

bom será o tempo, bom será o espírito.

(...)
Cantar? Longamente cantar.
Uma mulher com quem beber e morrer.
Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave
o atravessar trespassada por um grito marítimo
e o pão for invadido pelas ondas -
seu corpo arderá mansamente sob os meus olhos palpitantes.
Ele - imagem vertiginosa e alta de um certo pensamento
de alegria e de impudor.
Seu corpo arderá para mim
sobre um lençol mordido por flores com água. 
 (...)
Começa o tempo na insuportável ternura
com que te adivinho, o tempo onde
a vária dor envolve o barro e a estrela, onde
o encanto liga a ave ao trevo. E em sua medida
ingénua e cara, o que pressente o coração
engasta seu contorno de lume ao longe.
Bom será o tempo, bom será o espírito,
boa será nossa carne presa e morosa.
- Começa o tempo onde se une a vida
à nossa vida breve.
  (...)
HERBERTO HELDER
 

L'argent, M. L'Herbier (1928)

 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Existir em vertigem, sobreviver mais um dia


I Vitelloni, Fellini, 1953



Le ciel est à vous (Jean Gremillon, 1944) 


Giant, George Stevens, 1956

The Wings of Eagles, John Ford, 1957

L'argent, M. L'Herbier (1928)

A movie, Bruce Conner (1958)

Night Flight, Clarence Brown, 1933

Only Angels Have Wings, Hawks, 1939

A Foreign Affair, Billy Wilder, 1948

 Wings of Desire, Wim Wenders, 1987

Out of Africa, Sydney Pollack, 1985

Night of the demon, Jacques Tourneur, 1957




 The Last Flight, William Dieterle, 1931