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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
terça-feira, 5 de julho de 2011
Heaven.

DAYS OF HEAVEN, TERRENCE MALICK, 1978
"o primeiro choro de um bebé
é o choro mais antigo do mundo."
" - Intelectualmente!... Meu Deus, como odeio o amor intelectual! É um amor que não dá senão flores artificiais, desabrochadas do cérebro, porque o coração se sente incapaz de as produzir. O que invejo à rapariga é não haver nela nada postiço, não ser capaz de substituir o amor amor genuíno por quimeras vãs. Não acredite, lá porque nela o amor se mistura com o devaneio, que dê maior importância aos seus sonhos do que à terra que pisa. Não; todos os seus sentidos, todos os instintos, todas as faculdades estão dirigidas para o amor, que por toda a parte, ela procura incansavelmente. Os seus sonhos não a satisfazem. (...) Eu desprezo os sonhos e as quimeras. Quando todo o nosso ser clama pela posse de um coração humano, como poderá bastar-nos uma felicidade imaginária? Quantas vezes, no entanto, nos oferecem apenas isso! E quantas vezes temos de nos resignar a enfeitar-nos, para aquele que amamos, com lindas coisas que a sua imaginação criou! Ele cinge-nos a fronte com uma auréola, cola-nos asas nos ombros e cobre-nos com um vestido salpicado de estrelas; só quando nos vê assim é que nos julga dignas de ser amadas, - só quando envergamos esse fato de máscara sob o qual não podemos mostrar-nos tal qual somos na realidade, porque a máscara nos incomoda e porque nos perturbam, caindo-nos aos pés, em atitude de adoração, em vez de, muito à boa paz, nos aceitarem como somos, contentando-se com amar-nos..."
in NIELS LYHNE, JENS PETER JACOBSEN (1880)
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.
No brilho redondo
e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.
No brilho redondo
e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.
Eugénio de Andrade
How many roads must a man walk down, before they call him a man
How many seas must a white dove sail, before she sleeps in the sand
How many times must the cannonballs fly, before they are forever banned
* The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind
How many years must a mountain exist, before it is washed to the sea
How many years can some people exist, before they're allowed to be free
How many times can a man turn his head, and pretend that he just doesn't see
[Repeat *]
How many times must a man look up, before he can see the sky
How many years must one man have, before he can hear people cry
How many deaths will it take till he knows, that too many people have died
[Repeat *]
How many seas must a white dove sail, before she sleeps in the sand
How many times must the cannonballs fly, before they are forever banned
* The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind
How many years must a mountain exist, before it is washed to the sea
How many years can some people exist, before they're allowed to be free
How many times can a man turn his head, and pretend that he just doesn't see
[Repeat *]
How many times must a man look up, before he can see the sky
How many years must one man have, before he can hear people cry
How many deaths will it take till he knows, that too many people have died
[Repeat *]
BOB DYLAN, BLOWIN' IN THE WIND
who are we to you ?
TREE OF LIFE, MALICK, 2011
Have we not stood here like trees in the ground long enough?
Walt Whitman
Josip Klarica
Berenice Abbott
Harry Callahan
Trent Park
Man Ray
"...Pensei várias vezes em elaborar um sistema de conhecimento humano baseado no erótico, uma teoria do contacto, em que o mistério e a dignidade de outrem consistiria precisamente em oferecer ao Eu esse ponto de apoio de um outro mundo. A voluptuosidade seria, nessa filosofia, uma forma mais completa, mas também mais especializada, dessa aproximação do Outro, mais uma técnica posta ao serviço do conhecimento daquilo que não somos nós. (...)
Com a maior parte dos seres, os mais ligeiros, os mais superficiais desses contactos bastam ao nosso desejo, ou mesmo já o excedem. Que eles insistam, se multipliquem em volta de uma única criatura até a cativar completamente; que cada parcela de um corpo assuma para nós tantas significações perturbantes como os traços de uma fisionomia; que um único ser, em vez de nos inspirar quando muito irritação, prazer ou aborrecimento, nos obsidie como uma música ou nos atormente como um problema; que ele passe da periferia do nosso universo ao seu centro, se nos torne, enfim, mais indispensável que nós próprios, e o espantoso prodígio realiza-se, no que eu vejo mais uma invasão da carne pelo espírito que um simples jogo da carne..."
in Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar (1951)
(...)
Somos levados a sério
até um canto
e espancados por alguma ideia
que amadureceu de-
mais e que deixámos cair no
chão
(...)
in Wonderlands, em "Nervo" de Diogo Vaz Pinto
quarta-feira, 1 de junho de 2011
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Sair da Caverna, III
Nunca fui a maior fã dos sociólogos.
Mas acho que hoje o Compte acertou-me:
"Social positivism only accepts duties, for all and towards all. Its constant social viewpoint cannot include any notion of rights, for such notion always rests on individuality. We are born under a load of obligations of every kind, to our predecessors, to our successors, to our contemporaries. These obligations then increase or accumulate, for it is some time before we can return any service. ..."
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Rebels without a cause
«existe algures uma beleza», pensava Delia, «algures há liberdade, e algures ele está... a usar a sua flor branca...»in Os Anos, Virginia Woolf


a sociedade é por génese conservadora : contém os vôos individuais.
amar é a primeira forma de infringir a lei. 
This boy and this girl
were never properly introduced
to the world they live in
THEY LIVE BY NIGHT ( NICHOLAS RAY, 1949 )
sábado, 6 de agosto de 2005
Badlands (Terrence Malick, 1976)
"L'éloge du monde habite la ligne d'horizon."
Élise Domenach in "Sublime Malick"
Myra Hudson (Joan Crawford) in Sudden Fear.
"... La jeune fille parle de cette vie qu'elle en train de vivre comme l'une possible parmi elles qui auraient pu être la sienne si ... (...) Une vie actualisée par le hasard parmi d'autres possibles mas dans laquelle finalement elle est peu engagée car elle sait que c'est juste une vie possible parmi d'autres. ..."
Alain Bergala, 30 septembre 2011, in "BADLANDS : Ou le jeu menacé" lafuriaumana.it
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