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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Lançamento contra o negro


''(...) olhem, tufos de cabelo angustiado, arrancados de cabeças importantes, a cair, flutuando, de janelas do mais alto nível.''
Salman Rushdie, Os Versículos Satânicos


“If I had had the power to prevent my own birth I should certainly never have consented to accept existence under such ridiculous conditions.” 
Fyodor DostoyevskyThe Idiot


Prigov


teinosuke kinugasa yasunari kawabata gif
A Page of Madness, Yasunari Kawabata, 1926 

introdução a Shock Corridor, Samuel Fuller


''Na vida de hoje, o mundo só pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade e a hiperexcitação.''
FERNANDO PESSOA (Livro do Desassossego)






  La tête contre les murs, Franju, 1959





Shock Corridor, Samuel Fuller, 1963



Eurípides + Fuller / Shakespeare / Foucault
''A aniquilação da morte não é mais nada, uma vez que já era tudo, dado que a própria vida não passava de simples fatuidade, palavras inúteis, barulho de guizos e matracas. A cabeça, que virará crânio, já está vazia. A loucura é o já-está-aí da morte.'' 
FOUCAULT, in A HISTÓRIA DA LOUCURA



terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fuller Eyes




Forty Guns, 1957
Underworld USA, 1961
by Samuel Fuller

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

I AM NOT THERE é conformismo.


De volta ao contemporâneo, ou da revisão de alguns Chabrol da grande safra 68-71.


O que esses filmes mostram - como nos mostraram nos últimos anos Coisas SecretasO Princípio da IncertezaO Sonho de CassandraA Hora da ReligiãoOs Náufragos da D-17Os Indigentes do Bom Deus e Terra dos Mortos - é que um cinema que se quer profundamente enraizado no contemporâneo sem acabar enredado pelos artifícios da complacência (i.e. Demonlover), do conformismo (i.e. I'm Not There) ou da demagogia (i.e. A Hora do ShowPlano PerfeitoOs Infiltrados), é antes de mais nada e acima de tudo um cinema virulentamente contemporâneo.

« (...) Pour lui, la bonne société est un repaire de crapules et d'infâmes hypocrites, alors que les bas-fonds peuvent receler, à l'occasion, d'immenses trésors d'indépendance, d'honnêteté, d'audace et de courage à proclamer la vérité. Ce qui équivaut à remplacer l'ancien schématisme par un schématisme beaucoup plus virulent (en tant que schématisme), beaucoup plus contraignant et étouffant pour les personnages, et qui devient aussi le cadre idéalement propice à l'exaltation de leur dégoût et de leur haine du monde qui les estoure. »

Jacques Lourcelles sobre Samuel Fuller 

Journal de 1966 in Présence du Cinéma n° 24-25, outono 1967