domingo, 25 de fevereiro de 2018
terça-feira, 31 de maio de 2011
: EYES WIDE OPEN!
Paralisia do Serviço Público da Cinemateca
: Quando deixar de conseguir dizer NÃO se revela absolutamente catastrófico!
Numa das sessões de hoje, a Cinemateca Portuguesa, cansada de gritar, em vão, o tão necessário NÃO, face aos enlaces burocráticos que continuamente têm impedido que assegure um mínimo indispensável de autonomia, para que possa dar continuidade ao seu trabalho de programação, assume as consequências de um SIM explícito!
Parece que NÃO foi suficiente ter reduzido o seu horário de 5 sessões diárias a apenas 3. NÃO foi suficiente distribuir, desde Abril, um folheto de programação que parece uma bula, a acusar o estado de doença que hoje a assola. NÃO foi suficiente forrar as paredes interiores de cartazes onde se lêem dezenas de NÃOs. NÃO foi suficiente fazer um ciclo denominado NÃO. NÃO foi suficiente receber encontros organizados de um movimento de espectadores da cinemateca, que depressa se agrupou para lutar por esta causa. NÃO foi suficiente que o assunto saísse em diversas publicações de imprensa. NÃO foi suficiente distribuir folhetins, criar blogues e facebooks, reunir publicamente, ocupar paredes, marcar presença em ocupações regulares no espaço... Tanto NÃO foi suficiente, que nada parece a caminho de mudar...! Nada, senão a motivação dos que assim se vêm paralisados, que já acusa a mais compreensível das exaustões, face à continuidade de uma situação que se arrasta.
Assim, longe dos filmes de autor, do cinema experimental e alternativo, dos clássicos da história do cinema e das estreias de novos valores nacionais, com que a Cinemateca sempre soube manter um espaço de vocação pedagógica, dedicado à aprendizagem e divulgação do cinema (que a torna num caso sem par em Portugal, e num ponto de referência entre a comunidade internacional de cinematecas), apresenta hoje, pelas 19 horas, o seu primeiro SIM. O que significa que age, assumindo a necessidade de evocar o ridículo da situação: à semelhança de uma qualquer estação de tv sem critérios de programação, exibe "Yes Man", uma comédia recente com Jim Carrey.
Este é o revelador texto com que divulgou a sessão na sua página de Facebook : 
"YES MAN de Peyton Reed - Vagamente baseado numa história verídica e no livro do humorista britânico Danny Wallace, YES MAN é uma comédia à medida de Jim Carrey. O ponto de partida promete o delírio que se segue: Carrey interpreta a personagem de um tipo que atravessa uma crise pessoal e decide participar num seminário de auto-ajuda para aprender a dizer “sim” a tudo e encontrar a felicidade (!). O problema é que deixa de conseguir dizer “não”, o que se revela absolutamente catastrófico. Primeira exibição na Cinemateca às 19:00 de terca-feira, 31 de Maio."
Que país é este e o que é que anda a fazer a si próprio, sabotando a própria oferta cultural, que já por si é escassa e centralizada? Porque é que não se ouve falar mais de uma situação com esta gravidade, que se se passasse na cinemateca francesa, estaria em todas as bocas da indignação da comunidade cinéfila internacional ...? A quem de responsabilidade: abram-se bem os olhos!
domingo, 8 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Tree of Life, na Cinemateca.
: NOVIDADE DE ÚLTIMA HORA: ANTE-ESTREIA DO ÚLTIMO FILME DE TERRENCE MALICK NA CINEMATECA A 23 DE MAIO ÀS 21H30: THE TREE OF LIFE O filme vai ser distribuído em Portugal pela Zon Lusomundo. Todos os filmes de Malick foram já exibidos na Cinemateca. A sessão de ante-estreia realizar-se-á na Sala Félix Ribeiro às 21h30 de 23 de Maio. O filme The Loneliness of the Long Distance Runner, programado para essa mesma data e hora, será exibido como previsto, mas na Sala Luís de Pina.
via Cinemateca Portuguesa
domingo, 1 de maio de 2011
MAIO
MÊS DO
NÃO
: 20 filmes onde se diz "não".
Na Cinemateca
2-31 MAIO
primeiro filme da retrospectiva:
Non ou a Vã Glória de Mandar,
Manoel de Oliveira, 1990
(Não - 2 de Maio de 2011, 19h00)
sábado, 23 de abril de 2011
Sessão Temporariamente Suspensa.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Porque é Preciso Preservar a Cinemateca!
Manifesto
do movimento de espectadores da Cinemateca
A Portaria n.º 4-A/2011 impede que a Cinemateca tome decisões de forma autónoma sobre o seu funcionamento. Para o transporte de cópias de filmes ou no caso de avaria do seu material de conservação e restauro, a Cinemateca é obrigada a pedir autorização ao Ministério das Finanças para a contratação indispensável e inadiável destes serviços. O tempo exigido por este processo burocrático é inadequado à função específica da Cinemateca e boicota o serviço público. Uma avaria no ar condicionado necessário à conservação das cópias não pode ser reparada de imediato, um filme em língua estrangeira não pode ser legendado. O nosso país fica excluído da circulação internacional de filmes, restringindo-se ao limitado acervo do ANIM.
sábado, 16 de abril de 2011
Movimento de Espectadores da Cinemateca.
"As imagens só existem com o fogo da projecção. Contudo, é possível queimar as imagens ao interditar a sua projecção como um auto da fé de livros." Marcel Hanoun

Movimento de Espectadores Da Cinema
CONVOCA MANIFESTAÇÃO
para o próximo dia 28
in Público, 16.4.2011
" O recém-criado movimento de espectadores da Cinemateca, que se descreve como “civil e apartidário”, convocou “uma manifestação de apoio” à instituição para o dia 28 de Abril, em Lisboa.
O movimento, que se afirma ainda “em construção”, tendo 60 pessoas participado na sua primeira reunião, informa em comunicado ter surgido “em defesa do trabalho” da Cinemateca Portuguesa, afectado pela Portaria n.º 4-A/2011, que “impede” que “tome decisões de forma autónoma sobre o seu funcionamento”.
“Para o transporte de cópias de filmes ou no caso de avaria do seu material de conservação e restauro, a Cinemateca é obrigada a pedir autorização ao Ministério das Finanças para a contratação indispensável e inadiável destes serviços”, refere o comunicado.
“O tempo exigido por este processo burocrático é inadequado à função específica da Cinemateca e boicota o serviço público”, defendem estes espectadores.
Segundo o movimento, desde março foram canceladas, no total, 59 sessões na Cinemateca. As cinco sessões diárias passaram a três e uma das suas duas salas fechou. “O desdobrável da programação mensal, com textos que apresentam a história do cinema escrita a cada mês pela Cinemateca, transformou-se numa fotocópia A4 com a enumeração de títulos e horários”, descreve o grupo de espectadores.
“Cada cancelamento é um filme que não circula, uma imagem que não pensamos. Cada filme que não é preservado é uma memória apagada, uma ideia que não veremos”, sustenta o movimento, que criou um blogue dedicado a este assunto, em http://sessaotemporariamentesuspensa.blogspot.com.
O movimento reconhece que não está em causa, “por enquanto, uma interdição ou corte”, mas realça que “a Cinemateca está impossibilitada de aceder ao orçamento que lhe foi atribuído”. Isto mesmo já explicou à agência Lusa a directora da Cinemateca, Maria João Seixas, realçando que não se trata de menos orçamento, mas de maiores dificuldades na utilização do orçamento existente.
O movimento de espectadores refere também que o “trabalho de conservação do património cinematográfico nacional único e irrecuperável”, em depósito no Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), “está em risco”.
O grupo frisou ainda que o encontro que aconteceu na passada quarta-feira, na Cinemateca, cuja organização foi atribuída ao Bloco de Esquerda -- por assim constar da agenda do fórum online mantido por este partido, o esquerda.net --, não foi um encontro político “contra os cortes” na instituição, mas de “um movimento espontâneo e apartidário de espectadores da Cinemateca”.
Na quinta-feira, a direcção da Cinemateca Portuguesa emitiu uma nota de esclarecimento na qual disse que o Ministério da Cultura tem sido “sensível” às “dificuldades” de adaptação à nova portaria, que alterou os procedimentos administrativos.
“Refutamos as notícias alusivas aos cortes no orçamento” da Cinemateca “como causa principal das profundas perturbações actualmente sentidas em todas as suas actividades”, referiu a direcção do organismo.
Já na quarta-feira, numa nota de esclarecimento, o Ministério da Cultura, que tutela a Cinemateca Portuguesa, tinha comunicado que “não existem quaisquer cortes de financiamento” na instituição. "
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Cortes na Cinemateca.
"Espólio da Cinemateca pode estar em risco"






