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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Hall de entrada.

Soube que era Ele 
no momento em que vi aquele poema da Adília Lopes 
(a que volto por tudo e por nada mas isso ele não sabe)
inscrito a giz no quadro negro do seu hall:

"Só gosto das pessoas boas 
quero lá saber que sejam inteligentes artistas sexy sei lá o quê 
se não são boas pessoas não prestam." 
Adília Lopes 

(Estou em casa.
Se calhar, estou em casa como nunca.) 


Glissements progressifs du plaisir, Alain Robbe-Grillet, 1974

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adiar o Kaos.

(...)
É preciso desentropiar
a casa
todos os dias
para adiar o Kaos
a poetisa é a mulher-a-dias
arruma o poema
como arruma a casa
que o terramoto ameaça
a entropia de cada dia
(...)
Adília Lopes

La Chinoise, 1967Jean-Luc Godard,

quarta-feira, 10 de março de 2010

Imagino o fim da Terra