Nos últimos anos, tem-se generalizado entre as crianças uma simplificação da linguagem, omitindo os verbos principais e deixando apenas os auxiliares (exemplo: "posso água?" em vez de "posso beber água?"). Especialistas apontam a pressa, os ecrãs e os vídeos rápidos como causas dessa "preguiça linguística''. Mas, sendo Portugal um dos países onde as crianças passam mais horas na escola face à média europeia, também pode ser sintoma do seu cansaço.
“Portugal é um dos países da União Europeia onde as crianças passam mais tempo na escola. Entre os 6 e os 11 anos, muitas passam cerca de 38 horas semanais em creches ou escolas.”
Imprensa | Pordata
Consoante aponta o psicólogo Alfredo Leite, a pobreza de linguagem conduz a uma pobreza de pensamento. O mesmo psicólogo aponta como inteligência emocional, no âmbito da infância, é ''ter vocabulário para o caos interno''. Para auxiliar a sua compreensão de si e do mundo, cabe-nos hoje puxar pelas nossas crianças, insistindo para que terminem correctamente as frases.



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