Cosmos, Andrzej Żuławski, 2015
"Ao mesmo tempo, a discussão da univocidade e da monovalência criativa que via na arte o arquétipo supremo e sublime do fazer, dá lugar a uma fluidificação entre as linguagens que rompe com a ditadura da pintura e da escultura e coloca no plano da vocação expressiva e comunicativa a fotografia e a arquitectura, o design e a moda, a música e a literatura."
"A partir de 1968, as linguagens e a comunicação emanciparam-se do projecto unívoco e, literalmente, explodiram à desconstrução de todas as artes, e até mesmo de todos os sistemas de definição do familiar e do político, do individual e do sexual, quase como se a finalidade da existência criativa e intelectual, cultural e social, fosse a busca de uma equivalência, na qual as entidades se reflectissemindiferentemente uma nas outras. Com este movimento de destruição das diversidades, os opostos conferem-se reciprocamente um significado, o masculino reflecte-se no feminino, o natural no artificial, o pessoal no impessoal."

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