Alain Bergala escreveu em “Cahiers du Cinéma, Spécial Godard” que “Vladimir e Rosa é, até ao dia de hoje, o mais burlesco dos filmes de Godard. Tudo se passa como se, por overdose súbita, o discurso político, desde sempre opressivo, começasse a explodir sobre um fundo de música pop, como num filme dos Marx Brothers ou num desenho animado de Tex Avery. O duplo discurso separa-se, enlouquece, e um filme de amigos (que se divertem visivelmente como loucos com as situações que estão a inventar) ultrapassa visivelmente o que resta de um superego militante no projecto inicial. (…) Vladimir e Rosa permanecerá para sempre o mais humorado e alegre dos filmes políticos”
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Vladimir & Rosa
Alain Bergala escreveu em “Cahiers du Cinéma, Spécial Godard” que “Vladimir e Rosa é, até ao dia de hoje, o mais burlesco dos filmes de Godard. Tudo se passa como se, por overdose súbita, o discurso político, desde sempre opressivo, começasse a explodir sobre um fundo de música pop, como num filme dos Marx Brothers ou num desenho animado de Tex Avery. O duplo discurso separa-se, enlouquece, e um filme de amigos (que se divertem visivelmente como loucos com as situações que estão a inventar) ultrapassa visivelmente o que resta de um superego militante no projecto inicial. (…) Vladimir e Rosa permanecerá para sempre o mais humorado e alegre dos filmes políticos”
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