quarta-feira, 25 de abril de 2018

''Fascismo Nunca Mais, 25 de Abril Sempre!''


Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!
 

Miguel Torga, in 'Cântico do Homem' 



2017 © Sabrina D. Marques
Esta foto foi tirada na casa da Dona Clotilde, uma senhora que teve três filhos como combatentes na Guerra Colonial, em diversos anos e localizações. Durante esses tempos, ela só vestiu preto. Eles a lutar, ela de luto. 1974 assinalou, finalmente, o fim desse pesadelo. Até hoje, ela tem o 25 de Abril na parede - ''a realidade agora a cores''. 

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