sexta-feira, 17 de agosto de 2018

STEREODOX: Walking on the moon

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

STEREODOX: Karmacoma

STEREODOX: Summer Kisses Winter Tears

STEREODOX: This empty northern hemisphere

terça-feira, 14 de agosto de 2018

STEREODOX: To the East


 Splendor in the Grass, Elia Kazan, 1961

STEREODOX: We always did feel the same / We just saw it from a different point / Of view / Tangled up in blue

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

''Os anjos quando chegaram já era para me guardarem.'' Mia Couto

En Attendant les Barbares, Eugène Green, 2017

domingo, 12 de agosto de 2018

''Ah, como cansa querer ser marginal / Todos os dias.''

La Raison Avant La Passion (Joyce Wieland, 1969)
Do amor contente e muito descontente – I
Iniciei mil vezes o diálogo. Não há jeito.
Tenho me fatigado tanto todos os dias
Vestindo, despindo e arrastando amor
Infância,
Sóis e sombras.
Vou dizer coisas terríveis à gente que passa.
Dizer que não é mais possível comunicar-me.
(Em todos os lugares o mundo se comprime.)
Não há mais espaço para sorrir ou bocejar de tédio.
As casas estão cheias. As mulheres parindo sem cessar,
Os homens amando sem amar, ah, triste amor desperdiçado
Desesperançado amor… Serei eu só
A revelar o escuro das janelas, eu só
Adivinhando a lágrima em pupilas azuis
Morrendo a cada instante, me perdendo?
Iniciei mil vezes o diálogo. Não há jeito.
Preparo-me e aceito-me
Carne e pensamento desfeitos. Intentemos,
Meu pai, o poema desigual e torturado.
E abracemo-nos depois em silêncio. Em segredo.
– Hilda Hilst, no livro “Exercícios”. São Paulo: Editora Globo, 2001.
Do amor contente e muito descontente – 6
Tudo é triste. Triste como nós
Vivos ausentes, a cada dia esperando
O imutável presente.
Tudo é triste. Triste como eu
Antiga de carícias
De olhos e lamentos
Lenta no andar, lenta
Irmã
De algum canto de ave
De silêncio na nave, irmã.
Vamos partir, amor.
Subir e descer rios
Caminhar nos caminhos
Beijar
Amar como feras
Rir quando vier a tarde.
E no cansaço
Deitaremos imensos
Na planície vazia de memórias.
– Hilda Hilst, no livro “Exercícios”. São Paulo: Editora Globo, 2001.
Do amor contente e muito descontente – 10
Tenho pedido a todos que descansem
De tudo o que cansa e mortifica:
O amor, a fome, o átomo, o câncer.
Tudo vem a tempo no seu tempo.
Tenho pedido às crianças mais sossego
Menos risos e muita compreensão para o brinquedo.
O navio não é trem, o gato não é guizo.
Quero sentar-me e ler nesta noite calada.
A primeira vez que li Franz Kafka
Eu era uma menina. (A família chorava).
Quero sentar-me e ler mas o amigo me diz:
O mundo não comporta tanta gente infeliz.
Ah, como cansa querer ser marginal
Todos os dias.
Descansem anjos meus. Tudo vem a tempo
No seu tempo. Também é bom ser simples.
É bom ter nada. Dormir sem desejar
Não ser poeta. Ser mãe. Se não puder ser pai.
Tenho pedido a todos que descansem
De tudo o que cansa e mortifica.
Mas o homem
Não cansa.
– Hilda Hilst, no livro “Exercícios”. São Paulo: Editora Globo, 2001.

STEREODOX: Me vem a fantasia de que Existo e Sou.


De tanto te pensar, Sem Nome, me veio a ilusão,
A mesma ilusão
Da égua que sorve a água pensando sorver a lua.
De te pensar me deito nas aguadas
E acredito luzir e estar atada
Ao fulgor do costado de um negro cavalo de cem luas.
De te sonhar, Sem Nome, tenho nada
Mas acredito em mim o ouro e o mundo.
De te amar, possuída de ossos e de abismos
Acredito ter carne e vadiar
Ao redor dos teus cimos. De nunca te tocar
Tocando os outros
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando só tenho patas e focinho.
Do muito desejar altura e eternidade
Me vem a fantasia de que Existo e Sou.
Quando sou nada: égua fantasmagórica
Sorvendo a lua n’água.
– Hilda Hilst, no livro “Sobre a tua grande face”. São Paulo: Massao Ohno, 1986.


https://www.youtube.com/watch?v=TTAU7lLDZYU

STEREODOX: Estou feit'outra.

STEREODOX: Headache.

''Mergulhamos no amor como na morte: não meditamos sobre eles.''


Aniquilamento primaveril, consumação mais do que abismo, a morte dá-nos vertigens apenas para melhor nos elevar acima de nós próprios, como faz o amor, com o qual se aparenta sob diversos aspectos: forçando o quadro da nossa existência até nos fazer explodir, desintegram-nos e fortificamnos, arruínam-nos pelos atalhos da plenitude. (...) Mergulhamos no amor como na morte: não meditamos sobre eles. 

E.M. Cioran, A Tentação de Existir

STEREODOX: Dust it off

STEREODOX: Earth is not a cold dead place.

 'Dans Paris' (2006, Christophe Honoré)

https://www.youtube.com/watch?v=cdiY6kijYHE

STEREODOX: Things we never did.

WHAT DOES THE BRAIN MATTER COMPARED TO THE HEART?
Virginia Woolf

https://www.youtube.com/watch?v=Zg5tBerJEfM

sábado, 11 de agosto de 2018

STEREODOX: tão análogo de repente à criança que fui outrora

STEREODOX: I don't want anything more / than to see your face when you open the door.

 Nostalgia de la luz, Patricio Guzman, 2010
Chega logo e me traz massa chinesa e qualquer um da Virginia Woolf.

STEREODOX: Rain (3)

STEREODOX: Rain (2)

STEREODOX: Rain (1)

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

STEREODOX: Sad Pony Guerrilla Girl

STEREODOX: Don't turn around / I'm not the one for you