domingo, 14 de janeiro de 2024

André Ventura é rei no Portugal dos Pequeninos


Estou farta, fartinha desse fedor a naftalina do doutor #AndréVentura. Até me vem o vómito à goela só de ouvir aquele discurso de sacristia, entre as frases feitas, os caracóis de querubim e as demais alarvices de um séquito repentinamente levantado da tumba salazarenta, em coro_de_punchlines_de_caixas_de_comentários. E que confusão grassa no culto a esta personalidade! Para começar, há a lembrar que a religiosidade embandeirada de alguém não é um comprovativo da sua moralidade (antes pelo contrário). A moral, por consciência ou por temor à cruz, em conversas com deus ou em conversas com o espelho, é de ordem privada e não participa nem tem de participar no domínio público, muito menos ser instrumentalizada como medalha ostentatória numa disputa a cargo estatal num país laico.

E desde quanto é que, nos ''cafés'', serve como novo ''argumento de prova'' que ''o Martim Moniz já nem é Portugal, tens lá ido?'', seguindo-se um chorrilho de estatísticas meio aldrabadas meio estigmatizantes sobre criminalidade e violência....? O problema da oposição é ninguém ter verve à altura do bem-falante doutorado em Direito, no Portugal dos Pequeninos.

Mas quem raio é que, neste país, não é filho e neto e bisneto dos movimentos migratórios - ou não tem, presentemente, família lá fora à procura de melhor? Ainda gostava de saber... Assim como os portugueses têm o direito de ir, os estrangeiros têm o direito de vir. E quem está mal, muda-se.



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