terça-feira, 20 de fevereiro de 2001

''as horas começam a cantar nos teus sonhos''

Volta agora, para o teu berço.

O último melro ilumina as suas asas douradas: adeus.
Os teus olhos fecham-se dentro da tua cabeça,
em sono. Já
as horas começam a cantar nos teus sonhos.

Cabeleira rala à luz da lua da pequena dorminhoca,
quando voltar
sairemos juntos,
caminharemos juntos por entre
as dez mil coisas,
cada uma rabiscada demasiado tarde com tanta sabedoria, o tributo
de morrer é o amor.


in Galway Kinnell, The Book of Nightmares, Boston & New York, Houghton Mifflin Company, 1971: 51-53

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