João, mas com certeza! Choro e sorriso, compulsivos. Resnais filmou o Amor, e a fusão pela cumplicidade. É se é dificil fazer de dois, um só corpo. E se é quase impossível fazer da calamidade da guerra um cenário justificado para o Amor Maior.
Resnais, Beleza pura, Crueldade revigorante, Cinema esplendor. E Marguerite Duras, sensibilidade ímpar para legendar devaneios apaixonados de um corpo feminino. Nunca o esquecerei. "Hiroshima, mon Amour", o título é toda a síntese deste mundo, uma obra que todos deviam ver. Pois que, é visível, que em cada patamar mais sublime vivenciado, há o seu oposto num virar imediato de perspectiva. Tudo poderia, então, ser absolutamente positivo ou negativo, respectivamente optimista ou pessimista, mas o equilíbrio entre ambos varia pessoalmente. Em cada variação única, personalizada, do que se percepciona do Mundo, um mesmo décor, como um cenário comum. Imagens-realidades, como se fotografias, positivas ou negativas, consoante seja escolha individual dos dispositivos ópticos (de teor mental), concedidos a cada indivíduo. No caminho para a Felicidade, o Amor apresentado como o Bem Maior, disposto em quaisquer variantes. O Amor, meta absoluta, realidade última, propósito tangente que comprovará a existência humana afinal, a acenar ao idealismo em pleno cenário do horror, da guerra, da enfermidade, da calamidade, da desgraça e adiante com tudo o que de negativo cabe neste Mundo, e põe Humano contra Humano. Perante tudo isto, a supra-capacidade de Amar que Resnais filma com génio: o validar do positivismo, a crença no melhor humano, para lá dos cenários negros e a noção de que não há Beleza maior do que Humano com Humano.
Este sim ! este filme é belo :)
ResponderEliminarJoão, mas com certeza!
ResponderEliminarChoro e sorriso, compulsivos. Resnais filmou o Amor, e a fusão pela cumplicidade.
É se é dificil fazer de dois, um só corpo. E se é quase impossível fazer da calamidade da guerra um cenário justificado para o Amor Maior.
Resnais, Beleza pura, Crueldade revigorante, Cinema esplendor.
E Marguerite Duras, sensibilidade ímpar para legendar devaneios apaixonados de um corpo feminino.
Nunca o esquecerei. "Hiroshima, mon Amour", o título é toda a síntese deste mundo, uma obra que todos deviam ver.
Pois que, é visível, que em cada patamar mais sublime vivenciado, há o seu oposto num virar imediato de perspectiva. Tudo poderia, então, ser absolutamente positivo ou negativo, respectivamente optimista ou pessimista, mas o equilíbrio entre ambos varia pessoalmente.
Em cada variação única, personalizada, do que se percepciona do Mundo, um mesmo décor, como um cenário comum.
Imagens-realidades, como se fotografias, positivas ou negativas, consoante seja escolha individual dos dispositivos ópticos (de teor mental), concedidos a cada indivíduo.
No caminho para a Felicidade, o Amor apresentado como o Bem Maior, disposto em quaisquer variantes. O Amor, meta absoluta, realidade última, propósito tangente que comprovará a existência humana afinal, a acenar ao idealismo em pleno cenário do horror, da guerra, da enfermidade, da calamidade, da desgraça e adiante com tudo o que de negativo cabe neste Mundo, e põe Humano contra Humano.
Perante tudo isto, a supra-capacidade de Amar que Resnais filma com génio: o validar do positivismo, a crença no melhor humano, para lá dos cenários negros e a noção de que não há Beleza maior do que Humano com Humano.