quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Experiências de morte

Les yeux sans visage.



SKORECKI Louis

Le genre fantastique ne s'est guère épanoui dans le cadre du cinéma français. C'est pourquoi l'oeuvre de Georges Franju nous est si précieuse. Cofondateur avec Henri Langlois de la Cinémathèque Française, il a élaboré dans ses films un style qui oscille entre horreur et merveilleux, atroce et poétique. Le plus bel exemple de cette oscillation, c'est sans conteste les Yeux sans visage, une merveille de 1960 très bien servie par la musique de Maurice Jarre et la photographie d'Eugen Shuftan. Pierre Brasseur y joue de tout son corps massif le professeur Génessier, responsable d'un accident de voiture dont sa fille est sortie atrocement défigurée. Elle se promène avec un masque irréel dans les couloirs du manoir gothique qui abrite les expériences du professeur. C'est Edith Scob qui prête à la jeune fille masquée ses airs d'oiseau effarouché. Des chiens hurlent à la mort dans un coin du bâtiment. Alida Valli, qui interprète l'assistante fidèle de Pierre Brasseur, kidnappe des jeunes filles. On se doute que des expériences horribles ont lieu et on frissonne de peur quand on voit Pierre Brasseur tracer sur le visage de Juliette Mayniel les contours d'un masque. Il découpe ensuite la peau au bistouri et l'arrache du visage. On raconte que ces scènes ont dû être coupées à la sortie car les gens s'évanouissaient dans la salle.

Combien de jeunes filles donneront-elles leur peau pour qu'Edith Scob en ait une nouvelle? Et comment le savant fou sera-t-il arrêté dans ses expériences de mort?

The Face of Another (1966) TESHIGAHARA

Curiosidade de fundo de página


Parece que a capital portuguesa dos chapéus, S. João da Madeira, teve colaboração neste guarda-roupa: o design dos chapéus usados pelo elenco esteve a cargo do chapeleiro Graham Thompson, dono da marca Optimo Hats, que escolheu para a confecção os filtros da empresa portuguesa Fepsa, que é, segundo ele, "a melhor fabricante de feltro para chapéus em todo o mundo".

Public Enemies, Michael Mann, 2009

Bazinismo

"After Bazin, Bazinism continued, but more on the right, with different theories of fascination. Rohmer made no impression on me because he was pontificating and I could make no sense of it. But Mourlet’s text (Sur un art ignore) influenced me as much as Debord’s book (The Society of the Spectacle) did later, and probably for cognate reasons, despite opposed ideologies."

...

"But of course it was Douchet who got me writing. He didn’t just teach me about fidelity to auteurs (and fidelity tout court) but also what was to be gained from watching a film in its detail, at the risk of interpretative madness. In retrospect, given the dullness of current criticism, that madness no longer seems something to worry about."


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

VARDA VIVRE!



( Chère Agnès,
Je vous aime pour l'éternité.
Merci pour la vie
qui vous nous donnez.
Merci pour la jeunesse
sans fin.
Merci pour la tendresse
dans les yeux.
Merci pour l'amour
à ce qu'est humain.
Merci pour un coeur
aussi riche qu'un
poignée de terre vivante.
Merci pour construire et,
au même temps, partager
le dernier monde nouveau.
votre,
Sabrina )








Com Jean-Luc Godard e Anna Karina





domingo, 9 de agosto de 2009

''Hold back the edges of your gowns, Ladies, we are going through hell.'' WILLIAM CARLOS WILLIAMS

Maravilhosos posters para HAXAN - Witchcraft Through the Ages, Benjamin Christensen, 1922




REVELAÇÃO :




Le Révélateur
PHILIPPE GARREL (1968)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cá em casa: os filmes de Agosto




1 AGOSTO : Inocência (Lucile Hadzihalilovic)

2 AGOSTO: Palavra e Utopia (Manoel de Oliveira)

3 AGOSTO: Frost/Nixon (Ron Howard)+ JFK (Oliver Stone)

4 AGOSTO: Matrix (Wachowski)

5 AGOSTO: O rapaz do Pijama às riscas (Mark Herman)

6 AGOSTO: Forever Mozart (Godard)

7 DE AGOSTO: Nostalghia (Tarkovsky)

8 de AGOSTO: North by Norwest + Dial M for Murder (Hitchcock)

9 de AGOSTO: L'homme qui amait les femmes (Truffaut)

10 AGOSTO: Goodbye Emmanuelle (François Leterrier)+ Aprés la Réconciliation (Anne-Marie Miéville)

11 de AGOSTO: In cold blood (Richard Brooks)

12 de AGOSTO: Inimigos Públicos (Michael Mann)

13 de AGOSTO: Ocean's Eleven ( Lewis Milestone)

14 de AGOSTO: The Limits of Control (Jim Jarmusch)

15 de AGOSTO: A Intérprete (Sydney Pollack)

16 de AGOSTO: Eva (Gustaf Molander)

17 de AGOSTO: Alex in Wonderland (Mazursky)

18 de AGOSTO: Sangue (Pedro Costa)

19 de AGOSTO: F for Fake (Orson Welles)

20 de AGOSTO: The night of the hunter (Laughton)

21 de AGOSTO: Casa de Lava (Pedro Costa)

22 de AGOSTO: Ossos (Pedro Costa)

23 de AGOSTO: Juventude em Marcha (Pedro Costa)

24 de AGOSTO: 4 Copas (Manuel Mozos)

25 de AGOSTO: Uma mulher do outro mundo (David Lean)

26 de AGOSTO: 5 mulheres em redor de Utamaro (Mizoguchi)

27 de AGOSTO: O estado das coisas (Wim Wenders)

28 de AGOSTO: Terra da Abundância (Wim Wenders)

29 de AGOSTO: Wassup Rockers (Larry Clark) + Miami Vice (Michael Mann)

30 de AGOSTO: Paranoid Park (Gus Van Sant)

31 de AGOSTO: Inglourious Basterds (Tarantino)

STEREODOX: 'If I Had A Heart'

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ode ao Western




O western não é sobre cowboys contra índios. Um western é, por princípio, sobre a natureza quintessencial em que o homem vivo agarra a vida com as duas mãos cheias, tratando de mostrar de que formas a vida de um homem deve uma pertença à terra. Foi por isso que John Wayne não se fixou, ondulou com o horizonte, filme após filme. Se o alcançar dos recursos pelo ser é a primeira base para a constituição da sociedade, o embate pela posse é sempre uma desaprendizagem da posse. Ensinaram-nos os westerns que a  materialidade existe até ao mínimo denominador comum, que é como quem diz: a soberania de um cowboy (como de qualquer homem) começa e acaba no seu corpo. O western mostrou-nos como a luta de cada homem contra o seu semelhante humano é uma luta contra si mesmo. E que, na demonização do outro pelo domínio dos recursos, descobre como o outro é ele, somo nós, e que nós precisamos essencialmente do mesmo. Um western ensinou-nos que a terra é grande, sempre grande que chegue para todos.

E sim, o melhor cinema experimental é o western. O próprio conceito começa em ensaio, é uma subsecção da ficção mas com propósito de documento à posteriori. E, neste ''revisionismo revolucionário'' da História surgem, pela ficção, as figuras ausentes da cronologia. Há lá género cinematográfico mais híbrido?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Estranha forma de vida

A strange form of life kicking through windows, rolling on yards
Heading in loved ones, triggering odds
A strange one
And a hard way to come into a cabin, into the weather
Into a path walking together
A hard one
And the softest lips ever, twenty-five years of waiting to kiss them
Smiling and waiting to bend down and kiss twice
The softest lips
And a dark little room across the nation, you found myself racing
Forgetting the strange and the hard and the soft kiss
In the dark room
And a strange form of life kicking through windows, rolling on yards
Heading in loved ones, triggering odds
A strange one

domingo, 2 de agosto de 2009

Love is for making


Toni, Jean Renoir (1935)
Bed Is For SleepingBed is for sleeping
Love is for making
You know love I am yours for the taking

My eyes are for seeing
The wind is for blowing
And you see love I am yours for the knowing

And night is for dreaming
Sleep is for bedding
I will dream with you the night on our wedding
You have a splinter, and I have a thimble
I will pull it in with movements so nimble

And tears are for falling
Smiles are for breaking
Houses for burning
And kisses for faking

And where are you going?
And why are you leaving?
Left on the walkway
To swallow my grieving

sábado, 1 de agosto de 2009

Jim Morrisson e a história do filme noir

Billy Wilder, Double Indemnity (1944)



Hello, I love you, won't you tell me your name?

É uma questão de luz e de proximidade: aconteceu mal caiu o plano sobre a esfíngica face da mulher que entra de rumo certo e de queixo altivo, da mulher que fuma com segredos nos olhos, da mulher que bebe de perna traçada no bar, da mulher de passo incerto que, pela primeira vez, chega com malas e desejos à perdição dos trópicos. Bastou esse plano para, num vislumbre, já a amarmos todos. O seu nome, a sua graça, é o que ansiamos por desvelar todos na pele de heróis ansiosos, in the mood for love. 
Esta é a história de como as estrelas nascem. Do amor à primeira vista nasceu o star-system.