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terça-feira, 1 de março de 2011

A matter of life and death.




West of Zanzibar, 1928, Tod Browning

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Luta de Classes


The Blackbird, Tod Browning, 1926

(Como se voltou a Tourneur, faz falta voltar-se a Tod Browning, apontando-o seriamente como autor indispensável. Alegorista e pintor de deformidades, soube sempre utilizar o mudo para fixar as mais universais verdades sobre a alma humana - exactamente tão passível de deformação como o corpo e em permanente colisão com este. Browning joga com o que é imediato aos sentidos para, em suma, nunca deixar de tentar dar a ver a beleza interior que até no mais monstruoso se pode conter.)

sábado, 17 de janeiro de 2009

Entre ter e ser.


THE UNKNOWN, TOD BROWNING, 1927
(...)
tempos ausentes dos tempos, presentes nos tempos. sobre o escândalo, sem escândalo,
de uma perna envolvendo a outra perna. os ninhos que existem no corpo. os nichos
que em que o corpo se abre. e devolve um gesto. acontece-me pensar que a vida mergulha a pique
no tempo. e deixa rasto de saliva. de suor. ecos de água. uma casa. uma casa
corpo. uma casa gesto. verbo. suo sempre um sonho quando a noite me acontece. e claramente
vislumbro essa distância. entre ter e ser.

e o gesto possível entre mim e ti. digo-te da casa que nos construí para atravessar
esta distãncia gelada. um fio de pensamento. as memórias de dias
futuros assolam-me. como espectros de paredes nuas. afixo-me
num sentimento. numa desejada representação de personagens.
para que a luz nasça aí e deixe um rasto de importância. e não me reste na boca
esse sabor inconfundível
da impalpabilidade. apresento-te o meu corpo. derradeira esperança de me
confundir na fronteira entre o existir. e o não existir. ** deito-lhe um sonho dentro... **
como vela abrindo caminho por entre a noite. e digo-te deste sal
que carrego e se esboroa entre a pele e o suor. desejaria
um céu. no lugar do mar. uma noite de estrelas em cadências
de abraços. no lugar do abismo que este mar
de sal e marés
abre no meu olhar.

por, Raul Brandão, Húmus, excerto de "Toda a vida a gente usa a vida como quem usa uma ninharia", via blog Break On Through.