domingo, 25 de novembro de 2018

25.11 // Dia Universal Pela Eliminação da Violência Contra As Mulheres.

a afirmação:
- quando agrediu, perdeu a razão.
seria mais correcta se fosse:
- não tinha razão, por isso agrediu.




Portugal é um país crítico no que diz respeito à violência em espaço doméstico. O que se passa neste quintal desgovernado é um autêntico ataque aos direitos humanos em larga escala e o País é culpado por compactuar. Devia ser processado por todos nós. Sim, as leis já existem, mas há um fosso imenso entre o que está escrito e a sua aplicação real. No que diz respeito à eliminação da violência contra as mulheres mas, ainda mais, no que diz respeito à protecção de menores que, pela sua natureza, estão ainda mais à mercê do patriarcado, trogloditismo, brutamontismo, violência pseudo-disciplinária e da tradição-estaladão dos chefes-de-família da Macho-Lusitânia. Pode ser uma medida anti-natalidade mas é pró-sanidade inter-geracional: devia instituir-se que TODA A GENTE que decida pôr mais gente no mundo passe num teste psicológico antes. Falo mesmo muito a sério. Prevenia-se muito. Para mal de muita gente, ainda vivemos dentro do mau mote de que ''entre marido e mulher, não se mete a colher''. Há vizinhos que fazem de conta que não ouvem. Há familiares que fingem que não sabem. Há amigos que crêem que está fora do seu alcance ajudar. As médicas e enfermeiras fecham os olhos. As costureiras fecham os olhos. As esteticistas fecham os olhos. Os colegas não perguntam. Toda a gente finge não ver o que está à sua frente. A questão da violência é efectiva e transversal e, depois do escândalo Bárbara-Carrilho, ficou à vista de todos como não olha a classe, nem a status, nem a conta bancária. Este ancestral silêncio instituído revolta-me tanto que acho que as medidas deviam ir muito drasticamente além das ''ordens formais'' de restrição ou das visitas da polícia ao domicílio. O vexame dos agressores devia ser público para que as consequências dos seus actos (junto dos seus empregadores, colegas, amigos...) também fossem reais. Por mim, não acabava aí: muito francamente, acho mesmo que todos os fracos que resolvem os assuntos à violência deviam era ir bater com os costados no cimento da cela durante um par de dias ~ nem que fosse para ajudar a abrir-lhes os olhos e de uma por todas se enxergarem como os criminosos que, EFECTIVAMENTE, são.

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