quarta-feira, 19 de setembro de 2018

RIP Marceline Loridan-Ivens


Foi com incredulidade que eu conheci a Marceline: preservava um fundo contagiante de ternura impossível de encontrar numa sobrevivente a Auschwitz (que era, ainda por cima, a viúva de Joris Ivens).
Lembro-me de jantarmos num longínquo Doc Lisboa.
Era uma dessas pessoas de quem se gosta logo. Uma dessas pessoas que guardamos. Estávamos nós sentadas e ela a adivinhar-me o perfume só de me cheirar do pescoço. Esticou o dela para que eu repetisse a proeza mas eu só me conseguia rir. Que era o nr 5, claro!
Agora que habitas a mais perpétua histoire de vent, vê se sopras por aí, Marceline. Precisamos de mais alma.

Sem comentários:

Enviar um comentário