domingo, 12 de agosto de 2018

''Mergulhamos no amor como na morte: não meditamos sobre eles.''


Aniquilamento primaveril, consumação mais do que abismo, a morte dá-nos vertigens apenas para melhor nos elevar acima de nós próprios, como faz o amor, com o qual se aparenta sob diversos aspectos: forçando o quadro da nossa existência até nos fazer explodir, desintegram-nos e fortificamnos, arruínam-nos pelos atalhos da plenitude. (...) Mergulhamos no amor como na morte: não meditamos sobre eles. 

E.M. Cioran, A Tentação de Existir

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