terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

(consequências de um estado de alerta)

Circunstâncias recentes levam-me a fazer este post que, muito duro, muito sincero e muito breve, segue no âmbito de outras discussões mais gerais que têm (felizmente) acontecido em espaço público (no âmbito do Ciclo Género e Identidade).
A violência contra as mulheres é real e não há mulher que não tenha as suas histórias. Chega sob variadas formas que a internet só veio potenciar. Há quem ache que conhece o outro porque é seu amigo no Facebook. Há quem use isto para facilmente se informar de paradeiros e concretizar a perseguição virtual em moradas. Surgem convites de todo o tipo, dickpics, elogios excessivos, pedidos de casamento, perguntas invasivas, enfim. É porque o machismo ainda está profundamente instalado na sociedade que há gerações de mulheres preparadas para o pior e é precisamente porque não há rapariga ou mulher que não tenha histórias que elas falam entre si - consciente de que TÊM de se informar e de se proteger. Infelizmente, isto pode resultar em retratos-robô injustos que se propagam até prova em contrário. Neste estado de medo difusamente instalado, é natural que alguns homens acabem a sofrer pelas acções de outros. Mas, não é tudo legítimo e compreensível? Agora, se vocês não são potencialmente perigosos, tenham atenção e não se armem em stalkers e creeps junto de quem não vos conhece para lá disto. É o meu conselho.

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