terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ciclo + Call for Papers Género e Identidade



Até dia 19 de Julho!, vamos falar de Género e Identidade no Nimas. Em colaboração com os Medeia e a Leopardo Filmes, Bruno Marques, Mariana Gaspar, Luís Mendonça e Sabrina Marques (Instituto de História da Arte - FCSH NOVA / FCSH ) organizaram uma selecção de filmes clássicos e contemporâneos entre 4 capítulos - (RE)DEFINIÇÕES DO FEMININO, WOMEN POWER, SUBJUGAÇÃO E VIOLÊNCIA, QUEER & TRANSGÉNERO - e a primeira sessão+debate acontece já no dia 15 de Fevereiro, em torno do filme ACADEMIA DAS MUSAS (de Guerín) com moderação de Luís Mendonça e participação de Clara Rowland e Elisabete Marques.🌈

domingo, 29 de janeiro de 2017

Forever / In a darkness

Mysteries of Love 

(From David Lynch's "Blue Velvet" - by Angelo Badalamenti)


The Hustler, Robert Rossen, 1961

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

''I am a very simple complicated person.'' Hedy Lamarr





Bombshell: The Hedy Lamarr Story, Alexandra Dean, 2017

FOREVER YOUNG / UM CICLO Coming-of-Age.

FOREVER YOUNG
Um programa The Telepathicams*
*Programação adicional de Miguel Patrício.



The Last Picture Show, Bogdanovich, 1971



- Cruel Story of Youth, Nagisa Oshima, 1960
- The Youth Killer, Kazuhiko Hasegawa, 1976
- Where now are the dreams of youth, Yasujiro Ozu, 1932
- The Warped Ones, Koreyoshi Kurahara, 1960
- Accatone, Pier Paolo Pasolini, 1961
- Current, Istvan Gaal, 1963
- The Boys from Fengkuei, Hou Hsiao-Hsien, 1983
 - A Brighter Summer Day, Edward Yang, 1991
- Bully, Larry Clark, 2001
 - Dazed and Confused, Richard Linklater, 1993
 - The Green Years, Paulo Rocha, 1963
 - Immortal Youth, Vojislav Nanovic, 1948
 - Sins of Youth, Maurice Tourneur, 1941
- The Devil Probably, Robert Bresson, 1977
 - Young and Healthy as a Rose, Jovan Jovanovic, 1971
 - Bicycle Sighs, Sion Sono, 1989
 - The Adversary, Satyajit Ray, 1972 - The Middleman, Satyajit Ray, 1976
 - Rebel Without a Cause, Nicholas Ray, 1955
 - If....., Lindsay Anderson, 1968
- Rebels of the Neon God, Tsai Ming Liang, 1992
 - Throw Away Your Books, Rally in the Streets, Shuji Terayama, 1971
 - Murmur of the Heart, Louis Malle, 1971
- Boy Meets Girl, Leos Carax, 1984
- The Man on the Moon, Robert Mulligan, 1991
- The Last Picture Show, Peter Bogdanovich, 1971
- Welcome to the Dollhouse, Todd Solondz, 1995
- Cold Water, Olivier Assayas, 1994
- Regular Lovers, Philippe Garrel, 2005
 - Toutes Les Nuits, Eugene Green, 2001
- A Nos Amours, Maurice Pialat, 1983
- Walking the Streets of Moscow, Georgi Daneliya, 1964
- American Graffiti, George Lucas, 1973
- Los Olvidados, Luis Bunuel, 1950
- Colegas, Eloy De La Iglesia, 1982
- Rumble Fish, Francis Ford Coppola, 1983
- The Outsiders, Francis Ford Coppola, 1983
- Crime in the Streets, Don Siegel, 1956
 - Pixote, Hector Babenco, 1981
- The Third Generation, Rainer Werner Fassbinder, 1979
- Christiane F. – We the children from Bahnhof Zoo, Uli Edel, 1981
- The Dreamers, Bernardo Bertolucci, 2003

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A little bit of the old ultraviolence:

KILLING OF A SACRED DEER, Yorgos Lanthimos, 2017

Fala-se muito sobre a vitalidade do cinema contemporâneo, mas pouco se diz sobre o sucessivo empenho destes últimos anos em premiar ODES À LOW LIFE: Boi Neon, Killing of a Sacred Deer, The Square, Neon God, God's Own Country, A Grande Beleza, The Lobster e aquelas bodegas do Haneke e do Lars Von Trier e do Ulrich Seidl e do Kim Ki-Duk, etc. 
(Tudo tão inqualificável como inflamável: 
ardia tudo muito bem.)

{ O Pequeno Caminho Das Grandes Perguntas }



quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

''Our hearts and our bodies are given to us only once.''

Call me by your name, Luca Guadagnino, 2017









Video-essay: LE SILENCE AU CINÉMA.

Call me by your name (ERA A MORTE A RIR)

VERDES ANOS
Era o amor
Que chegava e partia
Estarmos os dois
Era um calor, que arrefecia
Sem antes nem depois
Era um segredo
Sem ninguém para ouvir
Eram enganos e era um medo
A morte a rir
Dos nossos verdes anos
Foi o tempo que secou
A flor que ainda não era
Como o outono chegou
No lugar da primavera
No nosso sangue corria
Um vento de sermos sós
Nascia a noite e era dia
E o dia acabava em nós



Call Me By Your Name, Luca Guadagnino, 2017

Em nada concordo com a leitura amarga de Richard Brody. Referencial mas a rebentar de Rohmer, CALL ME BY YOUR NAME revela, com a deliciosa precisão da literatura, como a raiz do romance é verbal. Com a cabeça a destilar essências dos clássicos e o corpo a pulsar de jovem no agora, tudo se passa, como Elvis tão bem lembrou, now or never.

«Inquietos, ansiamos por um amparo,
nós jovens demais por vezes para o antigo
e demasiado velhos para o que nunca foi.» 

(Rainer Maria Rilke, Os Sonetos a Orfeu)


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Diwan



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

''amarrados à indigência no trabalho,/ à palavra clandestina.''



Eu vi
os melhores poetas da minha geração
desterrados, deserdados,
escondidos no fundo dos bares,
e vi seus olhares
como versos trepidantes
cavalgar para o fim da noite,
e vi sua ternura destroçada
pela abundância dos que os temem
e em seu temor os fazem grandes.
Vi-lhes na bondade do gesto
a rebeldia de um mundo
que não precisa lei nem ordem para ser justo,
a teimosa razão de quem à vida responde com a vida mesma.
Vi uma canção sem letra nem remetente
e eles entenderam-na.
Vi-os erguer-se
contra os versos refinados e submissos,
vi-os amarrar-se às escavadoras
para travar a destruição da sua terra e da consciência,
e ninguém os convidou para os palácios de Doñana,
muito menos para editar poemas com o selo hipócrita
dos que ao lavar a cara emporcalham o mundo.
Vi como se enganavam para perder
numa roda de ganhadores,
como lacraus numa fogueira que desintegra e reduz
a inteligência e o medo.
E por tudo isso processados foram,
sentenciados e condenados,
amarrados à indigência no trabalho,
à palavra clandestina.
Vi os melhores poetas da minha geração
quebrar os versos à consciência
“porque outros também o fazem
e não aconteceu nada” (Eladio Orta).
Com sua sede de mudança,
suas humanas contradições,
sua resistência ao pensamento único,
vi os poetas da minha geração
perder as oportunidades,
e não aconteceu nada,
porque não há nada mais digno
do que ser consequente e efémero
em qualquer tempo e verso.
Só a vocação devolve o género à sua origem,
essa maldita poesia que nos faz livres
perante a tradição.

Uberto Stabile
(Trad. A.M.)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Deborah Stratman / masterclass

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

STEREODOX / Jorge da Capadócia

The International Year of the Poem

Emily Berry, Dear boy, 2013
(imagem de Patrícia Lino)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Hyper-Normalisation (Adam Curtis, 2016)

This Is How

"My life has been full of terrible misfortunes, most of which never happened." Michel de Montaigne

Mildred Peirce, Michael Curtiz, 1945

domingo, 15 de janeiro de 2017

TV OMNIPRESENTE / Pena Azul

Camões, Leitão de Barros, 1946
(Até aos Lusíadas calhou ir ao lápis (pena?) azul, explicava então o Leitão de Barros, ele próprio sob exame.)

lapso freudiano.

Häxan (1926)

- Estou a falar com a Sra. Sabrina? Daqui é X.
- Ah, por causa do assunto Y? Lamento informá-la mas já não colaboro com essa instituição. Tem o nr de Z, o meu chefe?
- Não, só o seu, mesmo.
- Posso dar-lho. Tem como apontar?
- Sim, diga.
- xxxx666xxx
- São três seis?
- Sim, três seis como o diabo.
- (risos do outro lado) Obrigada.

''Ausento-me.''

peça de Leonilson

''Não perde tempo, os seus braços aumentam de volume, alongam-se, parecem ser capazes de dar várias voltas ao meu corpo. A sua respiração é cada vez mais acelerada, sinto o seu bafo na cova do meu pescoço. Lá fora, o céu desfaz-se agora em pingos grossos, a chuva estala nos vidros. O meu marido levanta-me a camisa de noite, as suas mãos tocam-me. Deixo que me tome. O meu corpo está aqui, na cama, à sua mercê, para que faça dele o que quiser. Um corpo é apenas um corpo, o meu fica aqui, daqui a nada, quando tudo acabar, venho buscá-lo para o lavar e tratar. Ausento-me: estar deitada na cama ou sentada na sala em frente do televisor ou na cozinha a lavar a loiça passa a ser igual. Tanto faz. Estou simplesmente deitada, sem fazer nada, à espera que isto acabe depressa. Mal me liberto do meu corpo sinto-me tranquila, cheia de silêncio. Pairo como um fantasma sobre o meu quarto, sobre a minha cama, sobre o meu corpo. Agora é a altura certa para me entregar aos meus pensamentos íntimos. Procuro o coração luminoso da estatueta de loiça. Aqui está, mesmo ao meu lado, uma pequena lágrima de luz capaz de quebrar a escuridão mais cerrada. El corazón de los novios alumbra la oscuridad, disse-me o homem naquela tarde e abraçou-me. Recordo o desconhecido de Ceuta, o armazém abafado, a realidade suspensa num abraço demorado. Um instante eterno, sem futuro, nem passado. Começou a trovejar. Continuo a ter medo de trovoadas, mentalmente, começo a dizer a oração a Santa Bárbara, só ela é capaz de apaziguar as tempestades que a natureza lança aos homens. O tempo parece alongar-se. ''
Ana de Amsterdam, Ana Cássia Rebelo 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Escute lá / isto é um poema / não fala de amor

The ABC of Love, Léonce Perret, 1923. 

PRÍNCIPE NO ROSEIRAL
Matilde Campilho
Escute lá
isto é um poema
não fala de amor
não fala de cachecóis
azuis sobre os ombros
do cantor que suspende
os calcanhares
na berma do rochedo
Não fala do rolex
nem da bandeirola
da federação uruguaia
de esgrima
Não fala do lago drenado
na floresta americana
Não diz nada sobre
a confeitaria fedorenta
que recebe os notívagos
para o café da manhã
quando o dia já virou
Isto é um poema
não fala de comoções
na missa das sete
nem fala da percentagem
de mulheres que se espantam
com a imagem do marido
aparando a barba no ocaso
Não fala de tratores quebrados
na floresta americana
não fala da ideia de norte
na cidade dos revolucionários
Não fala de choro
não fala de virgens confusas
não fala de publicitários
de cotovelos gastos
Nem de manadas de cervos
Escute só
isto é um poema
não vai alinhar conceitos
do tipo liberdade igualdade e fé
Não vai ajeitar o cabelo
da menina que trabalha
com afinco na caixa registadora
do supermercado
Não vai melhorar
Não vai melhorar
isto é um poema
escute só
não fala de amor
não fala de santos
não fala de Deus
e nem fala do lavrador
que dedicou 38 anos
a descobrir uma visão
quase mística
do homem que canta
e atravessa
a estrada nacional 117
para chegar a casa
ou a algum lugar
próximo de casa.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

STEREODOX: (It's all in the family)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

''o que foi já não será''

Opening Night, John Cassavetes, 1977

Todos nós, todos temos uma hora cobarde,
uma hora de tédio ao morrer da tarde.
Quando parte o amigo que nos dá calor,
o amigo de ouro, o Mago Criador.
Quando se juntam as más impressões
e a alma é um tecido de finíssimas asas.
Quando pode dizer-se: o que foi já não será,
o que hoje não fiz nunca mais o farei.
É então, cobarde, que me acossa o desejo
de não ser e nem penso, nem trabalho, nem creio.
É uma completa nulidade de mim mesma
que me assusta e me fere, me subjuga e me espanta.
É então que eu gostaria de ser assim,
coisa nímia, fútil, banal.
Um brinquedo que se guarda no bolso,
uma jóia qualquer, um anel, um relógio...
Ser uma coisa morta que se leva às costas,
que não sabe nada, que não pensa em nada.
Todos nós, todos temos uma hora cobarde,
uma hora de tédio ao morrer da tarde.
- Alfonsina Storni

domingo, 8 de janeiro de 2017

STEREODOX: ''somos a fachada de uma coisa morta / e a vida como que a bater à nossa porta (...) faltará dinheiro, faltará cultura, faltará procura / dentro do teu ser (ninguém é quem queria ser / e eu queria ser ninguém) ''

Fotografia de Fábio Miguel Roque

FOGE FOGE BANDIDO: NINGUÉM É QUEM QUERIA SER

''Gosto mais de palavras do que de beijos'' ( ou, o romance é verbal)

''Gosto mais de palavras do que de outra coisa qualquer
(...) a maior parte das pessoas desconfia de palavras
e acha que os beijos têm uma reputação muito melhor,
o que não faz sentido porque, nos nossos mitos fundadores,
o Senhor mandou o seu filho para nos impressionar por palavras
e foi traído por causa de um beijo. E mesmo assim as pessoas 
continuam a achar os beijos melhores do que as palavras...
Enfim...''  RAP


sábado, 7 de janeiro de 2017

Mário Soares (1924-2017)


(baixei os olhos, incurioso, lasso, / desdenhando colher a coisa oferta)

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera
e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,
convidando-os a todos, em corte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,
assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco o simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,
a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
“O que procuraste em ti ou fora de
teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,
olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,
essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo
se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste… vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”
As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge
distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos
e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber
no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar
na estranha ordem geométrica de tudo,
e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que tantos
monumentos erguidos à verdade;
e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,
tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.
Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,
a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;
como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face
que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,
passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes
em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,
baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.
A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,
se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mão pensas.

STEREODOX : ''faço caras ao espelho / todas postas à venda''

STEREODOX: (Um consolo de abutre)



Eu desta vez vou conseguir
Desta vez vou largar
Eu não estou farto, eu cansei-me
De que apenas parece
Eu não sei se eu sou forte
Só que tenho este grito
Não contem comigo
Para ser Sol na Terra

Eu vivi sempre em guerra
Ao lamber pés de puta
Não percebo as razões
Estou perdido na mata
De cabeça madura
Sempre dando na fruta
Desta vez eu desisto

De lutar contra a merda
Eu sou feito de perda
É mais do que um desabafo
É uma voz que desperta
Um consolo de abutre
No direito à vivência
Do pacote completo
Não lamento palavras
São o meu alimento


Nem o amor que reservo
A quem o vê fora dela
Trago a bomba no peito
Não a trago no saco
Tira-me o teu retrato
Sem remorsos do assalto
Quando não se tem alma
Não se corre esse risco

Tu não sonhas quem sou
Tu não vês nem metade
Só queria cantar
Já não sei bem porquê
E perguntas então
Porque não pões um fim
Nessa vida sofrida
A resposta tem graça
É que eu adoro esta vida
Ainda não acabei

Vamos embora chorar
Vamos embora sorrir
Vamos embora sair
Vamos embora ficar
Vamos embora cair
Vamos embora voltar
Vamos embora ou não
São tudo coisas do chão


Ainda não acabei
Ainda não acabei
Ainda não acabei
Ainda não acabei

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Play It As It Lays --- Joan Didion (PDF)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

STEREODOX: We sell soul

https://www.youtube.com/watch?v=KtfMfDt3iFk

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

I used to write letters / I used to sign my name / I used to sleep at night / Before the flashing lights settled deep in my brain


A Streetcar Named Desire, Elia Kazan, 1951