Não há mais contemporâneo do que chegar adiantado.

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Toda a maldade é fraqueza. 
John Milton
THE ARRIVAL, de Dennis Villeneuve (2016)

O pensamento molda a linguagem. Somos maus porque pensamos mal - é uma fraqueza de pensamento, logo, de linguagem. WHY ARE THEY HERE? Porque melhorar é um exercício do exemplo, da cópia, da fasquia. O derradeiro humanismo de THE ARRIVAL chega dos aliens e demora a fazer-se entender: Language is our weapon. Our weapon is our gift. Esta invasão não invade; não é senão um espelho por decifrar - o ''casulo'' é o do Homem em potência. Sim, a narrativa tem falhas (científicas, inclusivé) mas o coração está no sítio: Arrival (2016) é um risco íntegro de Denis Villeneuve. Porquê risco? Porque, verdadeiramente fenomenológico, se atreve a pensar até ao osso, a propor distinto à raiz. Porque vai levar com os dedos apontados da ridicularização massiva e sabe-o. Porque se arrisca a surgir sincero, a ter mais meditação embrulhada em mistério do que a acção-e-suspense que o público espera de um sci-fi pós-apocalíptico. Porque é que este filme existe? Porque precisamos dele. E só se vê ao espelho quem se atreve.

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Sabrina D. Marques © 2005-2015. Com tecnologia do Blogger.

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