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Django, Tarantino, 2012
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Cemetery of Splendour, Apichatpong Weerasethakul, 2015



escrevi sobre o filme
na MEDEIA MAGAZINE (apanhem a vossa)

entrevistei o Apichatpong Weerasethakul, com o CARLOS NATÁLIO
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Novos Vídeo-Ensaios – em loop na Galeria Germinal

O ensaio audiovisual digital como objecto singular no panorama das imagens em movimento (no reino do digital) apresenta-se como entidade intermédia entre o reino artístico – o cinema e os novos media (sobre o qual versa directamente) – e o território académico e crítico (do qual participa). No entanto, recentemente, os ensaios audiovisuais digitais têm sido acolhidos em secções paralelas de festivais de cinema, têm sido convidados para integrar programas de retrospectiva em cinematecas, têm sido integrados em edições de DVD e têm sido exibidos ocasionalmente em galerias, ainda que de modo tímido.
Nesta passagem do reino digital para o mundo concreto das projecções e exibições públicas o objecto do ensaio audiovisual digital adultera-se, já que, como o cinema, a sua natureza vive sobre três dinâmicas distintas:  a matéria enquanto objecto físico ou digital transacionável e maleável, a vida desse objecto nas suas mutações e adaptações ao meio e por fim o seu lado performático, isto é, a forma como se mostra e se vê a cada exibição. Todo o filme (e por consequência todo o ensaio audiovisual) vive no jogo constante entre estas três forças e o que resulta delas é exactamente um manancial de possibilidades onde um objecto audiovisual nunca  é isolada e constantemente o mesmo.
Esta questão é da maior actualidade já que as formas que o cinema vem tomando são tantas quantos os ecrãs que o vêm mostrando. Desse modo, não só não será o mesmo filme aquele que é visto em nitrato numa cinemateca ou em ficheiro comprimido que se assiste numa tela móvel de um smartphone, como a experiência do espectador, o seu envolvimento e a sua relação com o objecto é igualmente distinta. Ainda assim damos-lhe o mesmo nome e somos capazes de partilhar ideias e pensamentos em torno desses objectos. O cinema é pois o que sobeja dessas múltiplas encarnações que o próprio vai tomando – uma espécie de língua comum que atravessa todos os formatos e suportes para nos recantos destes se dar a ver, inalterado.
Na Galeria Germinal, integrado no Festival Reverso 02, decidimos estabelecer uma parceria com o curso livre da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, O Ensaio Audiovisual e a Crítica de Cinema como Prática Criativa, ministrado por Luís Mendonça e Luís Miguel Correia – do qual originaram os ensaios em exibição –, aproximando mais uma vez o universo artístico do académico (qual reflexo da própria natureza do ensaio – audiovisual e não só). Só que essa associação implica, naturalmente, um desmantelamento do digital em favor da concretude do espaço de galeria que acolhe os ensaios audiovisuais digitais.
No processo dessa transferência decidimo-nos por uma provocação: e se os objectos do meio digital se mostrassem em velhinhas televisões de raios catódicos, em formatos distendidos ou amputados, com cores queimadas, com interferências próprias do vídeo, numa espécie de regresso às origens do formato do filme ensaio? De facto esta escolha resultou-nos natural. Tínhamos à mão tanto estes antigos aparelhos como novíssimos plasmas e aparelhos media player, mas ainda assim decidimos apostar (talvez em jeito terrorista, contra as noções de original e de autoria) num objecto que se tornasse também nosso, que integrasse a galeria e dialogasse com os quadros, ilustrações e fotografias que forram as restantes paredes.
Esta mostra de Novos Vídeo-Ensaios é pois tanto um acto de programação em meio de galeria de um objecto que lhe costuma estar alheio, como um gesto de apropriação, à imagem daquilo que os próprios ensaios que programámos fazem com os filmes que ensaiam. Afinal tudo circula e tudo comunica, em loop, claro, em intermináveis loops.

Ricardo Vieira Lisboa
Sabrina D. Marques  




No dia 14 de Maio (sábado), em sessão única, entre as 17h00 e as 19h30, no Auditório Raul Solnado da Cossoul , Sabrina D. Marques e Ricardo Vieira Lisboa (À PALA DE WALSH / GERMINAL ) apresentam is Sessão APOSTAS de cinema dedicada a alguns jovens realizadores portugueses, no âmbito do Reverso // Encontro de autores, artistas e editores independentes. Serão exibidas as curtas:

- A Última Noite de Joana Reis
- Marasmo de Gonçalo Loureiro
- Cabeça de Miguel Tavares
- O Bloqueio de Isabel Cordovil
- A Minha Idade de Hugo Pedro
- Estudo de Espaço #6 de Alexandre Alagôa
- Sala Vazia de Afonso Mota
- Lei da Gravidade de Tiago Rosa-Rosso e André Torres

A seguir à projecção haverá uma conversa com convidados especiais e com moderação a cargo do À pala de Walsh.







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7 e 8 de Maio, a GALERIA GERMINAL recebe a OBLÍQUA - Mostra Internacional de Videoarte & Cinema Experimental

LER SOBRE : http://www.apaladewalsh.com/2016/05/31588/



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Entre o brutalismo dos antigos monumentos futuristas da Jugoslávia de Tito e os delírios de um velho militar-militante de linguagem versada nos chavões do utopismo soviético, um pequeno grande filme: A Second World (uma dupla realização de Oscar Hudson e Ruben Deschamps). O que fazer com a memória de um corpo levado para a guerra por um país que hoje já não existe? Das antigas promessas de futuro, decalcam-se os novos mapas e o progresso continua pela investigação espacial. Há segundos mundos à escuta, multiversos paralelos, planetas atarefados nas simultaneidades das suas vidas tão semelhantes. A psico-geografia do projecto soviético sobra nos esboços destes papéis que inventam novos planetas com nomes balcânicos. Pois, como no seu betão armado persistem esses monumentos endereçados ao futuro, a natureza constituinte dos ideais é a resistência.

A SECOND WORLD, de Oscar Hudson + Ruben Deschamps (2016)
https://vimeo.com/163010009
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