Complexo de múmia

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O pensamento da distância da pessoa na fotografia vai mais longe: aquilo que uma fotografia mostra já não existe. É verdade que se pode voltar ao local que uma foto reproduz, mas não no momento em que foi feita.
A partir daqui, Bazin deduz, tanto para a fotografia como para o cinema, um complexo de múmia, chama Às imagens cinemotográficas múmias que se movem. Embalsamaram o instante e guardam-no, ele continua a existir na imagem e contudo já lá não está.
A fotografia oferece o passado concluído e afasta a morte para o futuro : as reflexões de Roland Barthes giram à volta do ponto em que a fotografia acciona o seu característico desaparecimento da pessoa. A própria fotografia é a testemunha que garante este desaparecimento.''

Hartmut Bitomsky

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