sábado, 7 de março de 2015

The Clock, Memento Mori em 24h

É também a espessura da história do cinema o que cai sobre nós a cada minuto que passamos defronte de The Clock (a que assisti somente entre as horas 16h-18h20). Se a jovem arte tem pouco mais de cem anos de idade, à compreensão cinéfila cada vez mais resta a impressão de conjunto - e, do peso de encaminhar cada escolha, resulta um espectador que inevitavelmente se sentirá cada vez mais consciente das suas responsabilidades. Nenhuma outra peça evocou tão manifestamente esta inversão do sentido de espectáculo do cinema : subverte-se a leveza de um princípio de entretenimento através do filme quando assim se demonstra como este encontro depende e despende do mais precioso e escasso dos bens - o tempo (ou, mais importante ainda, o tempo livre).

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