La Ricotta, Pasolini 









La Corne d'Or (Maurice Pialat, 1964)








Byzance (Maurice Pialat, 1964)




“Lovely sight, the Apocalypse!''

Bosphore(Maurice Pialat, 1964)





Robin Hood, Allan Dwan, 1922


Die NibelungenSiegfried, Fritz Lang, 1924

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Eclipses, 2011, de Daniel Hui

Eclipses, a primeira longa de Daniel Hui, agarrou-me por muito, mas principalmente por achar que a sua juventude é a de um retorno temerário aos belos tempos em que muito se cantava nos filmes. Quando, nuns breves minutos e numa só linha de refrão, se entoava a grande verdade que nos somava todo o filme na cabeça.
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That we may learn to bear the beams of love."
(William Blake)


O Retrato de Jennie (William Dieterle, 1948) 


Deste filme, ficam as sombras aceleradas dos relógios : duas, três, quatro décadas volvidas sobre o meu tempo e eis que a minha alma gémea já se foi do mundo antes sequer que eu nascesse. 

Que justiça fazer da suprema crueldade desses ponteiros que sobre a vida precisam escalas como lancinantes réguas de impossibilidade? Como destinar assim o amor, o rosto de Jennie, a viver onde o não posso chegar a conhecer? Se pertencemos um ao outro não pertencemos ao tempo - então nós quando? Se somos de uma dimensão que inventámos longe, um mundo a dois em que existimos sós - então nós onde? 

A verdade desta intersecção registou-se na matéria do mundo. Ficou o vestígio, ficou a prova : um retrato de Jennie largado num museu para sempre. Crê quem quiser crer.



Mas se algum dia você não vier depois do café da manhã, se algum dia avistar você em algum espelho, talvez procurando por outro homem, se o telefone toca e toca em seu quarto vazio, então, depois de indizível agonia, então – pois não tem fim a loucura do coração humano – procurarei outro, encontrarei outro você. Nesse meio tempo, vamos abolir com um sopro o tiquetaque dos relógios. Chega mais perto de mim. (The Waves , Virginia Woolf, p. 135)






François Villon, descreve uma Jeanne no ano da sua morte na Ballade des Dames du temps jadis Balada das damas do tempo passado -
Et Jeanne, la bonne Lorraine
Qu'Anglais brûlèrent à Rouen;
Où sont-ils, où, Vierge souvraine?
Mais où sont les neiges d'antan?





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Eclipses, Daniel Hui, 2011


(...)
A terra fatalmente é um fantasma,
Ela que toda a morte em si embala
(...)
Mas o terror expulsou-me das imagens
Onde já os meus membros penetravam.

Sophia de Mello Breyner Andresen


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(Magnífica cena de uma dança de mãos em Goodbye Til Tomorrow, a recordar-me, pois claro, a Yvonne Rainer.)

Hand-Movie, de Yvonne Rainer (1966) 





Goodbye Till Tomorrow, Janusz Morgenstern, 1960

Gary Beydler, Hand Held Day, 1975
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"Não é uma fuga, é sair do século, calmamente, com elegância, sem sofreguidão, abrindo uma porta e fechado-a."
Gonçalo M. Tavares, em Uma menina está perdida no seu século à procura do pai


A Morte de Empédocles, Jean-Marie Straub & Danièle Huillet, 1987.
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(...) Pois nuvens do Atlântico pairam sobre o majestoso telhado.
William Blake, Livro Quatro 



La terra trema, Visconti, 1948


The Unchanging Sea. Griffith, 1910

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juventude, ''a primavera luminosa da minha expectativa''

A Hundred Days After Childhood, Sergey Solovev, 1975

 
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The Long Voyage Home, John Ford, 1940
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