Haverá sempre uma porta.

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O título é Selva de Asfalto. E não sei se é pela aspereza dos violinos que chiam, se pelo carregado desses cinzentos envoltos em nevoeiro, se pela aridez abandonada da cidade deserta, mas este asfalto corta. Respira-se com sufoco aqui, debaixo dos ribombos da música dramática e da voz metálica que descreve os traços do homem procurado. O asfalto cresce enquanto se apequena a figura que foge. E quando parece que não há mais por onde se esconder, ao alcance do passo rápido, o fôlego de uma porta por abrir. Afinal, há sempre uma porta por abrir.

The Asphalt Jungle, John Huston, 1950

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