Regeneração (1)

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o amor lúcido

La Bohème, King Vidor, 1926

"O amor é uma força e - isto ensinou-me a vida e, por outro lado, Platão - é uma força que atira para a frente e é uma força que liga, que penetra tudo. Não se diz que essa força constitui comunidade, mas na verdade se ela atira para a frente, como um desejo, se ela liga tudo o que existe no cosmos inteiro, entre nós e os animais e entre tudo o que há, não podemos falar verdadeiramente de solidão.
(...) Nos gregos, a força amorosa ou o "eros" tem a ver com um pensamento muito profundo que considera que todos os seres que vivem aspiram à imortalidade e que há formas de imortalidade que são próprias de todos os seres vivos, engendrar o semelhante, e há umas que são próprias do ser humano : desde inventar leis, discutir problemas de filosofia, escrever poemas, etc. A força amorosa é supremamente criativa. (...) O amor é a condição sem a qual não se pode chegar à contemplação, que é o grau supremo do conhecimento.  (...) Há uma espécie de consciência aguda de que a procura amorosa é um deixar cair ligações"

Maria Filomena Molder

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