Tout va bien (1972) Jean-Luc Godard
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Devi (The Goddess), Satyajit Ray,  1960

“Argue not concerning God,…re-examine all that you have been told at church or school or in any book, dismiss whatever insults your soul…”
― Walt Whitman

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22 JAN | mesa redonda na FCSH
em torno de um filme de Luís Vaz
em que participei.


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"Basicamente, a responsabilidade mede-se pela oportunidade. Se alguém é pobre, vive no bairro de lata, tem de trabalhar 60 horas por semana para por o pão na mesa, a sua responsabilidade é menor, do que se tiver privilégios, pelas razões óbvias. Quantos mais privilégios, mais oportunidades. Quantas mais oportunidades, mais responsabilidades. É elementar."
Noam Chomsky (12.1.2013)


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"... as instituições de autoridade não são auto-justificativas, têm de ser desafiadas. Todos deviam ser anarquistas neste sentido (...) e se elas não conseguem estar à altura da prova - o que tende a ser o caso - então deviam ser desmanteladas. Isto deveria ser feito em todo o lado, desde famílias até relações internacionais, desde profissões até ciência, etc. (...) Pode dizer-se que o Socialismo Libertário é o Anarquismo tradicional. O termo é originariamente francês (...) e tende a concentrar-se no sistema produtivo, como por exemplo o controlo da indústria pelos trabalhadores, ou o controlo de outras instituições pelas pessoas que nelas participam. Não é divergente do chamado anarquismo comunitário, o controlo das comunidades pelos que nela participam. (...) No seio da tradição do socialismo libertário, nomeadamente do anarco-sindicalismo, o que é assumido é que deveria haver, na base, uma sociedade ultra organizada. (...), um controlo popular em qualquer nível, por exemplo, pela classe trabalhadora de onde estivessem a trabalhar - escritórios, fábricas, etc. E o controlo das comunidades, integradas por associação voluntária, que poderia ser regional. (...) Deveria haver estruturas federativas na base, que se estenderiam até à organização de uma sociedade internacional. Mas deveria ser altamente organizada, e controlada a partir de baixo. Quero dizer, algo minimamente complexo deve ter um grau de decisão representativa, mas sempre com um controlo directo. É uma espécie de democracia superior. De facto, uma das mais altas conquistas do anarco-sindicalismo aconteceu na Espanha libertária ; não teve muito tempo, foi rapidamente apagada, mas desenvolveu-se com relativa rapidez e foi uma bastante organizada sociedade, com muita interacção entre agricultura, indústrias e população, e até bem sucedida em termos económicos. (...) A ideia tradicional, que vem de Bakunin, é que a maneira de accionar a mudança social é construir as sementes do futuro no interior da presente sociedade. O que está implicado no progresso social é, em última análise, uma mudança de consciência. Não apenas a organização - mas a mudança de valores e de consciências. E a forma disso acontecer é através do activismo social (...), e uma das maneiras de o fazer é começar com a democracia directa onde se está. E há muitas ideias acerca de como fazer isto. Por exemplo, partilha do trabalho, decisão comum, etc. É central para adquirir uma compreensão do que uma sociedade democrática livre poderia ser, mesmo que seja num pequeno grupo. (...) O elemento central seria a participação autêntica. (...) É este o começo. Assim que isto se faz, caem barreiras entre as pessoas." Noam Chomsky, 2011

"... o que é este princípio de tratar os outros como queremos que nos tratem a nós mesmos senão o princípio da Igualdade, o princípio fundamental da Anarquia? E como será possível chegar a ser anarquista sem o ter posto em prática? Não queremos ser governados. Não queremos ser governados, mas não declaramos, por isso mesmo, não querer governar ninguém?"
A Moral Anarquista, Kropotkine

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Pedro Costa, sobre filme colectivo "L'État du Monde"
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Responsible
Receptive
Reusable


*
Sonic Outlaws, Craig Baldwin, 1995


* "...there's no such thing as quotation marks in music. Rather than paying money, you should merely credit what's being sampled, like the footnotes in the academic pieces..." 

** "we are primarely interested in the collage aspect, the fragmentary aspect of the television environment (...) the work is public and can be reused (...) there's an incredible waste involved  in broadcasting (...) this is like a public service, we are recording this as an artifact, an historical record of the times we are living in..."
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Vou pôr um anúncio obsceno no diário
pedindo carne fresca pouco atlética
e nobres sentimentos de paixão.
Desejo um ser, como dizer, humano
Que por acaso me descubra a boca
e tenha como eu fendidos cascos
bífida língua azul e insolentes
maneiras de cantar dentro de água.
Vou querer que me ame e abandone
com igual e serena concisão
e faça do encontro relatório
ou poema que conste do sumário
nas escolas ali além das pontes
E espero ao telefone que me digam
se sou feliz, real, ou simplesmente
uma espuma de cinza em muitas mãos.


António Franco Alexandre
A Pequena Face, Assírio & Alvim, 1983


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Panic in Year Zero (Ray Milland, 1962)
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