segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Blue is the warmest color.


 Graham Sutherland

Blue is the warmest color, Kechiche

Leonardo da Vinci 

Le Hamac, Francisco Toledo 



Paul Delvaux

Courbet

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Poder, a febre sem cura

The Big Sky, Hawks 1952

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Salve, perene horror!

Adeus, felizes campos, onde mora
Nunca interrupta paz, júbilo eterno!
Salve, perene horror! Inferno, salve!
Recebe o novo rei cujo intelecto
Mudar não podem tempos, nem lugares;
Nesse intelecto seu, todo ele existe;
Nesse intelecto seu, ele até pode
Do Inferno Céu fazer, do Céu Inferno.

Paraíso Perdido John Milton Canto I

L'Itinéraire de Jean Bricard, Jean-Marie Straub (2008) 

Os olhos são a liberdade / As mãos são a pátria.


Liberté et Patrie (2002Jean-Luc Godard, Anne-Marie Miéville


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Melancholia.

Blue is the warmest color, Kechiche, 2013

Ralph Albert Blakelock, Twilight, c. 1898

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

de Frankenstein

Espírito da Colmeia, Victor Erice, 1973


paixão, morte e 1.ª aparição de frankenstein
ALBERTO PIMENTA

como se sabe: frankenstein foi preso por denúncia,
já perto da fronteira leste, coisa de meia ho
ra a pé, apenas. foi revistado, farejado pelos cães,
algemado e depois transportado e apresentado à na
ção no decurso do telejornal. acusado de semear o
terror, frankenstein foi condenado por toda a nação,
embora não tenha chegado a ser condenado por um
tribunal regular. enquanto o julgamento era prepa
rado, frankenstein foi metido numa daquelas celas
hermeticamente isoladas, todas pintadas de branco
e perpetuamente mergulhada no silêncio e numa tez
artificial; celas donde um tipo como eu ou tu só
sai com os pés para a frente, ou então de pé, mas
nesse caso com a cabeça mole como fruta do chão.
frankenstein no entanto era um tipo mais forte que
eu ou tu. frankenstein aguentou dois anos de pri
são preventiva, sem um canário sequer que lhe fi
zesse companhia, pois as leis desta nação só permi
tem aos presos a companhia de um canário depois de
dois anos de bom comportamento. acerca do compor
tamento de frankenstein nada sei. a nação e o seu
jornal sabem tudo acerca do comportamento de fran
kenstein. e sabem também como frankenstein morreu.
eu não sei como frankenstein morreu. mas a nação
e o seu jornal (a « sua imagem ») sabem como frankenstein morreu.
corre agora o boato que o colapso do antigo
chefe da polícia foi causado pela aparição de fran
kenstein. mas quem garante que assim tenha sido?
bom, um tipo como frankenstein talvez. mas um tipo
como eu e tu que chances tem de aparecer depois
de morto? não, um tipo como eu e tu não sei que
chances tem depois de morto, para dizer a verdade, nesta nação
nem sei que chances tem depois de vivo, um tipo
como eu e tu, de resto era isso que frankenstein
não se cansava de dizer, todo o tempo, todo o tempo.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Madness is a form of nothingness.






Goto, l'ile d'Amour,  1968, Borowczyk
“Contes immoraux”, 1974, Borowczyk



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SG


Entrevista a Sasha Grey
com Luis Mendonça
Para À Pala de Walsh

(luz do mundo)




...mas a fita que dorme na bobina 
para acordar
precisa dos meus dedos.

Luis de Pina

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Sobre RICHARD C. SARAFIAN (1930-2013) no Á Pala de Walsh

sábado, 21 de setembro de 2013

"O morto tem sede"

 a sede tem morte

Deste lado da ressurreição, Joaquim Sapinho 
O desespero humano, Kierkegaard
Ser moderno em Portugal, Ernesto de Sousa

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Recentes

alguns escritos recentes


White Heat (Raoul Walsh, 1949) 


As Fúrias de Viver - A Juventude em Raoul Walsh no Dossier Raoul Walsh- Herói Esquecido no À Pala de Walsh

- Atrás dos Montes Usam Máscaras - sobre ''Máscaras'' de Noémia Delgado na La Furia Umana #2 paper version

- Idos Rostos Mudos - sobre ''The Iron Mask'' de Allan Dwan (dossier Allan Dwan Revista Lumière 460 páginas para download : http://elumiere.net/especiales/dwan/indexdwan.php)

- Letters from the North - com Francisco Valente, sobre ''Le Pont du Nord" de Jacques Rivette (Edição Blu-ray  Masters of Cinema - já disponível)

- Pialat & Van Gogh Fellow Outsiders - sobre Van Gogh de Pialat (edição Blu-ray Masters of Cinema  sai a 30 de Setembro 2013)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Haute Culture = Basse Culture





domingo, 18 de agosto de 2013

''fotogramas carregados de movimento que provêem de um filme que nos falta''

«A experiência histórica faz-se pela imagem, e as imagens estão elas próprias carregadas de história. Poderíamos considerar a nossa relação à pintura sob este aspecto: não se trata de imagens imóveis, mas antes de fotogramas carregados de movimento que provêem de um filme que nos falta. Era preciso restitui-las a esse filme (terão reconhecido o projecto de Aby Warburg).»

Giorgio Agamben, «Le cinéma de Guy Debord», Image et memoire, Hoëbeke, Paris, 1998

segunda-feira, 6 de maio de 2013

someone is watching


The man with X Ray Eyes, Roger Corman, 1963
Vampires, John Carpenter, 1998
Santa Aliança, Eduardo Geada (1977)
Through the Night Softly, Chris Burden, 1973
Film about a woman who, Yvonne Rainer, 1974
Alibi, Roland West, 1929
Battle of the sexes, Griffith, 1914

Rancho Notorious, Fritz Lang, 1952

In the mouth of madness, Carpenter, 1994

Rei das Rosas, Werner Schroeter, 1986
In a lonely place, Nicholas Ray
Two Lovers, James Gray, 2008

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bobô ?



"Como os portugueses em França também comem o seu bacalhau sempre que podem e ouvem a música portuguesa e há ali uma exacerbação do ser português, também os guineenses assim o fazem, porque há uma luta de sobrevivência da sua identidade, étnica e nacional", compara. "http://www.noticiasaominuto.com/cultura/65568/portuguesa-filma-mutila%C3%A7%C3%A3o-genital-n%C3%A3o-como-barb%C3%A1rie-mas-como-acto-civilizacional#.UXisPyvwJ4L

Ouvir música pimba e mutilação genital tem tudo a ver. Na medida em que são actos civilizacionais. Afirma a realizadora Inês Oliveira. 
Por esse prisma, todos os actos são justificáveis a partir do momento em que perpetuam uma prática  do passado no presente? Porque estão amparados pela norma de uma sociedade previamente considerada como civilizada? No Texas executam a pena capital e ali no Campo Pequeno ainda há touradas. Portugal e os EUA são há já muito tidos como países civilizados, mas é por isso que alguma dessas práticas deixa de ser bárbara? 

Não sei o que é que mais (me) envergonha : se esta postura, se esta entrevista.... 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

as troikas.

Entrevista de Aldous Huxley com Mike Wallace (1958)