LOVE & ROADMOVIES / Hábeis a fugir de nós

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They live by Night, Nicholas Ray, 1948


Bonnie and Clyde, Arthur Penn, 1967

Two Lane Blacktop, Monte Hellman, 1971

Stranger than Paradise, Jim Jarmusch, 1984

American Honey, Andrea Arnold, 2016

Thelma and Louise, Ridley Scott, 1991

Badlands, Malick, 1973

Pierrot le Fou, Godard, 1965

Passenger, Antonioni, 1975


Porque é que, sucessivamente, os filmes de fuga às normas, às leis, à sociedade, propõem um plano de fuga acompanhado, normalmente com um contexto amoroso? 
Porque é que escasseiam os filmes que idealizem uma fuga a sós?
Porque é que tão pouco se evoca o retiro do espírito para o isolamento na unidade derradeira do seu próprio corpo?
Porque esta fuga seria o último dos radicalismos : a dissolução da sociedade. 

E, apesar do projecto desconstrutor de cada uma das motivações, não há anarquia nestes filmes de fuga: é, no fundo, a persistência da esperança no mundo o que eles narram. O casal ou o pequeno grupo de ideias convergentes propõem-se como unidade-basilar para a construção de uma nova sociedade. Persiste uma tribo. Persistem Adão e Eva. Persiste a renovação. Persiste o último dos optimismo. 
Afinal, quaisquer dias de estrada para nenhures são bons para, secretamente, recomeçar a civilização. 

Road to Nowhere, Monte Hellman, 2011

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