: Actualidades

Leave a Comment
sobre Cinema Português




: PROJECÇÃO DA HISTÓRIA DO CINEMA PORTUGUÊS
Estamos unidos em torno dessa urgência : a luta pelo Cinema português, agora em absoluto suspenso até à aprovação da necessária Lei do Cinema, que tanto tardaPor isso ao serão de amanhã, 9 de Maio, vai-se ao Cinema a São Bento.


: BATATAS SÃO BATATAS, FILMES SÃO FILMES, PRÉMIOS SÃO PRÉMIOS.
É frequente que por aqui demonstre os mais distintos e verdadeiros entusiasmos por filmes portugueses, entre outros. Procuro, primeiramente, partilhar o que me é mais válido, mais querido; e ser constante na defesa generalizada desta importante causa mais ou menos mal amada que é a do Cinema, nos seus vários pontos de afecção. É com o maior agrado que se tem vindo a amplificar o que se poderia chamar de uma certa reconciliação do público português com o seu cinema, uma renovação e rejuvenescimento dos públicos, um maior interesse generalizado a todos os níveis, e muito mais. Ao inclinar-me continuamente para os gestos da salvaguarda do meu gosto pessoal, apercebo-me de que raramente me demorei com franqueza num exercício igualmente saudável: o de exteriorizar o meu odiar a certos filmes. Acontece. Como é claro que é preciso odiar certos filmes para acreditar noutros, é claro que para defender um certo caminho para a continuidade de determinados filmes portugueses, há que rasgar necessariamente o seu oposto com igual vivacidade. Sem adoecer no mais ameno relativismo. Assim, a faltar o contraponto, é preciso exprimi-lo. Não vá correr-se o risco de se acreditar que, num sopro repentino, se inverteu a situação. Que agora, depois de uns prémios na Europa, se descobriu que afinal os realizadores portugueses foram e são todos parte de uma elite rara, intelectualmente inspirada, vindos do planeta Génio... Longe disso, salvo muitíssimo raras excepções, já por cá enunciadas; Mas numa época em que parece insistir-se tanto em evidenciar os prémios, como se se advogasse que a qualidade de um cinema correspondesse aos prémios que lhe são atribuídos, para se perceber como estes são tantas vezes irrelevantes, e que são até sintomas de certas limitações da própria época (limitações de rigor crítico, estético, artístico, apetites por novidade e exotismo, necessidades de idolatria, etc...) que se veja este filme. 1ª Vez 16mm, filme que não o é sequer, objecto-abjecto dispensável que, arriscaria, é a pior coisa que alguma vez vi na vida numa sala de cinema. Por acaso, calha ser português e - diz nas notícias, mas eu ainda não acreditei - ter recebido um prémio recente no México. (Só uma notícia a seguir-se, relatando um grave surto de demência no México poder-me-ia fazer crer no sucedido...) E se dúvidas ainda houvesse acerca de uma boa parte dos que por aí andam a fazer filmes, aqui fica da recente edição do SOL deste 8 de Maio : 
"Foi aquela coisa horrível chamada Cahiers du Cinéma, a desgraça do cinema europeu, que criou essa figura do cinema de autor". Nicolau Breyner

Adenda: Se efectivamente fazer cinema com dinheiro e ganhar prémios com isso não passam, por si, atestados de brilhantismo, no entanto, isto é uma imbecilidade de quem não faz ideia. 

0 comentários:

Sabrina D. Marques © 2005-2015. Com tecnologia do Blogger.

Archives