quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CREATEures.

"What does a painter create? He creates lines and colours. That suggests that lines and colours are not givens, but are the product of a creation"
DELEUZE, "Vincennes session of April 15, 1980, Leibniz seminar",Discourse 20, no. 3 (Fall 1998): 78.

"....Brenez argues that bodies are not a "given" thing in cinema; contrary to common sense, bodies are not just standing or sitting or lying there or walking around, waiting to be photographed. Again, Deleuze anticipated this approach in his insistence that cinema does not "reproduce" bodies, but "composes" them. (5)Movies create bodies from nothing, just as they are created from nothing in other visual arts like drawing and painting. Dynamically, in the process of being rendered from shot to shot and scene to scene, they proceed from a line to shape to a volume to a character, and at any point they can be abstracted, enhanced or obliterated. In her essay "The ultimate journey", (6)Brenez asks of the human body in film what she calls the "primitive", basic questions: What texture is it? What is its framework? What destroys it? What is its story really? What creature is it at bottom?..."
The body has no head: corporeal figuration in Aldrich, Adrian Martin
(5). "The brain is the screen" (interview), Discourse 20, no. 3 (Fall 1998): 49.
(6). Screening the past 2 (December 1997).







o homem é a medida de todas as coisas.
Protágoras

...
Sob o arbusto pousava muda uma ave grave,
Mas as cegonhas passavam rápidas como viandantes.
E então, ó Natureza, eu não te pedi água no deserto,
Água fiel ma guardava o manso camelo,
Mas pedi a canção dos bosques, ai!, os jardins do Pai,
Que a ave da pátria que passava me trouxe à lembrança.
Mas tu disseste-me: Também aqui há deuses e reinam,
Grande é a sua medida, mas o homem só gosta de medir a
palmo.
....
excerto de O Peregrino, Holderlin, in Poemas

...
É para mim doloroso entrar num espaço onde alguém que vive com encanto dispôs tudo como uma reiteração visível da sua alma, aqui os livros (dum lado em espanhol, do outro em francês e inglês), ali os almofadões verdes, neste ponto exacto da mesa o cinzeiro de cristal que parece o corte de uma bisnaga de sabão, e sempre um perfume, um som, um crescer de plantas, uma fotografia do amigo morto, ritual de bandejas com chá e pinças de açúcar... Ah, querida Andrée, que difícil opor-se, mesmo aceitando-a com toda a submissão do próprio ser, à ordem minuciosa que uma mulher instaura na sua volúvel residência.
...
excerto de "Carta a Uma Rpariga Em Paris", in Bestiário, Julio Cortázar










En la ciudad de Sylvia
José Luis Guerín (2007)


"Encontrar uma ordem no que ao primeiro embate é uma multiplicidade caótica."
J. BARATA MOURA

2 comentários:

Pedro Jordão disse...

"Being live sculptures is our life blood, our destiny, our romance, our disaster, our light and life. As day breaks over us, we rise into our vacuum and the cold morning light filters dustily through the window. We put on our shoes for the coming walk. (...) The people are all living near to beauty, passing by.

(Gilbert & George, in Lea Vergine, "Body Art and Performance")

Pedro Jordão disse...

das ligações: http://www.youtube.com/watch?v=x30evNmMI98