sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Callipolis

...

É pelo sonho que vamos,
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?

...


(Woman and the trees, 1930's)

"A cada passo se formam por aí grupos literários. Há-os em todas as gerações. Os rapazes sentiram sempre necessidade de comunicar e e juntam-se conforme o acaso, as afinidades ou as aspirações.
É um momento delicioso que nos deixa para sempre um nada de poeira no fundo da alma - algum pó dourado que teima em reluzir até ao fim da vida. Já o passado fica muito longe, já as figuras de apagadas mal se distinguem e ainda a poeira do sonho teima lá no fundo (...)
Em qualquer recanto, num café, entre quatro paredes que não importam, porque por mais denegridas que sejam, a nossa alma tem o poder extraordinário de tudo transformar, falamos ao mesmo tempo e com o mesmo entusiasmo, repartindo sonho às mãos-cheias. É então visível e quase tangível a auréola que se forma sobre as cabeças de vinte anos.
(...) Aos que se alimentam de sonho chega o momento em que não podem viver. A realidade não perde os seus direitos. Raia o dia em que se impõe por força e então o sonhador é colhido e triturado por a ter esquecido. É o ponto trágico em que reconhece com espanto que não pode viver - que não sabe viver, e procura a morte, não para se aniquilar, mas como quem busca um sonho maior, um sonho sem contrariedades e de que se possa à vontade fartar..."
A Morte do Palhaço e o Mistério da Árvore. Raul Brandão, 1926


A idade.
Quem de forma justa e sagrada
Passa a vida,
Docemente alimentando-lhe o coração,
Longa vida criando,
A esse acompanha-o a esperança, que
À maioria dos mortais
Rege a tão versátil opinião.

Uma das mais belas imagens da vida, o modo como os costumes inocentes preservam o coração vivo, de onde nasce a esperança; esta concede então também à simplicidade um florescimento, com as suas diversas tentativas, e torna ágil o sentido, e tão longa a vida, na sua demora precipitada.
Holderlin, in "Fragmentos de Píndaro"

"A personalidade é um trabalho onde se entra, requer esforço."
GONÇALO M. TAVARES, in "Um homem: Klaus Klump"





domingo, 9 de outubro de 2011

one can always try.


" Os nossos pensamentos não são a substância da realidade
mas a sua sombra. "



2 ou 3 choses (que je sais d'elle)
GODARD, 1967

sábado, 8 de outubro de 2011

Linguagem.




"Quietly. I want to pass where no one yet has passed, quietly! — After you, dearest language." 
in Introduction au discours sur le peu de realité, Breton, 1925


Heidegger, 1964

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CREATEures.

"What does a painter create? He creates lines and colours. That suggests that lines and colours are not givens, but are the product of a creation"
DELEUZE, "Vincennes session of April 15, 1980, Leibniz seminar",Discourse 20, no. 3 (Fall 1998): 78.

"....Brenez argues that bodies are not a "given" thing in cinema; contrary to common sense, bodies are not just standing or sitting or lying there or walking around, waiting to be photographed. Again, Deleuze anticipated this approach in his insistence that cinema does not "reproduce" bodies, but "composes" them. (5)Movies create bodies from nothing, just as they are created from nothing in other visual arts like drawing and painting. Dynamically, in the process of being rendered from shot to shot and scene to scene, they proceed from a line to shape to a volume to a character, and at any point they can be abstracted, enhanced or obliterated. In her essay "The ultimate journey", (6)Brenez asks of the human body in film what she calls the "primitive", basic questions: What texture is it? What is its framework? What destroys it? What is its story really? What creature is it at bottom?..."
The body has no head: corporeal figuration in Aldrich, Adrian Martin
(5). "The brain is the screen" (interview), Discourse 20, no. 3 (Fall 1998): 49.
(6). Screening the past 2 (December 1997).







o homem é a medida de todas as coisas.
Protágoras

...
Sob o arbusto pousava muda uma ave grave,
Mas as cegonhas passavam rápidas como viandantes.
E então, ó Natureza, eu não te pedi água no deserto,
Água fiel ma guardava o manso camelo,
Mas pedi a canção dos bosques, ai!, os jardins do Pai,
Que a ave da pátria que passava me trouxe à lembrança.
Mas tu disseste-me: Também aqui há deuses e reinam,
Grande é a sua medida, mas o homem só gosta de medir a
palmo.
....
excerto de O Peregrino, Holderlin, in Poemas

...
É para mim doloroso entrar num espaço onde alguém que vive com encanto dispôs tudo como uma reiteração visível da sua alma, aqui os livros (dum lado em espanhol, do outro em francês e inglês), ali os almofadões verdes, neste ponto exacto da mesa o cinzeiro de cristal que parece o corte de uma bisnaga de sabão, e sempre um perfume, um som, um crescer de plantas, uma fotografia do amigo morto, ritual de bandejas com chá e pinças de açúcar... Ah, querida Andrée, que difícil opor-se, mesmo aceitando-a com toda a submissão do próprio ser, à ordem minuciosa que uma mulher instaura na sua volúvel residência.
...
excerto de "Carta a Uma Rpariga Em Paris", in Bestiário, Julio Cortázar










En la ciudad de Sylvia
José Luis Guerín (2007)


"Encontrar uma ordem no que ao primeiro embate é uma multiplicidade caótica."
J. BARATA MOURA

terça-feira, 4 de outubro de 2011

IGREJA ADVENTISTA DE SÃO DYLAN

WALK A MILE IN HIS SHOES.
IT'S MR TAMBOURINE
"...But it's alright, Ma, it's life and life only."



OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE (Esmir Filho, 2009)


Chaos is a friend of mine. 
Bob Dylan, Newsweek (9 December 1985)

IGREJA ADVENTISTA DE SÃO DYLAN


  • O ÍDOLO
Rapidamente ultrapassada a estranheza imediata do título (que chega do livro homónimo, de Ismael Caneppele), e cá estamos dentro de um filme que se tornará, decerto, num fenómeno de culto. É sobre idolatria que tratamos, de viagem na companhia do jovem Julian, nicknamed "Mr Tambourine", fervoroso de Bob Dylan. Do legado desta figura lendária, inspirador de gerações, decalca-se o espírito deambulador em que a dúvida adolescente sempre vagueia. A palavra solta-se. As frases aspiram a ser partilhadas. O outro é o destino das pequenas aprendizagens, para melhor luz do compartilhado tempo presente.


  • LOOKALIKES
Os mesmos olhos rasgados e a mesma figura frágil. O idolatra parece-se com o ídolo. Como na postura deste jovem Dylan, neste filme sente-se essa frescura vital das obras inaugurais. A prima longa de Esmir Filho é o filme que não podia ser senão de hoje.


  • ESTRELA-GUIA
Envolvidos no encantanento, entre os enublados de efeito onírico e os  recorrentes flares, cada ambiente é o cenário surreal onde a dúvida adolescente recorrentemente vai procurando uma definição. Naquela pequena cidade vai-se crescendo. As jovens figuras perdem-se dentro dos nevoeiros campestres, das noites ao relento, das alucinações de erva. A suspensão das estrelas decora os plano.  Constantemente se relembra a necessidade de uma luz-guia para a protecção contra o que não se sabe. Difuso, sopra um mistério que evoca a possibilidade desses duendes e dessas fadas. Talvez Bob Dylan apareça hoje...


  • A NECESSIDADE DO ÍDOLO
Está erguido o pedestal, a mitificação está legitimada. Seja por Dylan ou por qualquer outro ícone pop, afinal endeusa-se sempre onde, por alguma vestígio de identificação, se ajuda a entender a própria identidade.


  • A SEMPRE-ADOLESCÊNCIA
Jogos de totais desfocados, granulados de handycam caseira, macros em vídeo de alta definição: a expressividade resulta da justaposição dos vários dispositivos de captação. Na abstracção de certos quadros pixelizados, os contornos difusos lançam à imaginação uns mesclados de cor e movimento, a contrastar maravilhosamente com os aproximados de um pormenor quase microscópico. Os controlos sobre o enquadramento quebram-se e há navegações da câmara doméstica entre as mãos. O rigor da composição do quadro liberta-se pelos ritmos da vida - a energia é mais viva.


  • GASTAMOS CADA VEZ MAIS TEMPO COM A MEMÓRIA
As facilidades de acesso a todos os géneros de dispositivos de captação, quase garantem hoje que qualquer espaço há uma qualquer câmara à mão. Estes novos moldes de arquivo pessoal exaustivo, operam alterações na máquina da memória. A rememoração decorre da preservação, mas no meio de tantos documentos do passado trazidos para o presente, é fácil gastar cada vez mais demasiado tempo com a memória (mesmo quando na pulsão da energia adolescente).


  • SER ADOLESCENTE ONLINE
A internet é o palco pronunciado de umas portas demasiado abertas, demasiado cedo. O problema é que o online quase para sempre permanecerá online. Como se de um arquivo criminoso se tratasse, os registos da internet pela recorrência ao seu acesso, persistem, perturbadores, a mostrar infinitamente uma dor de ontem. Vê-se nascer uma nova melancolia, que se abate sobre círculos das personagens que  alternam entre ser reais e virtuais. (O virtual é o real ou o seu contrário?) Naquela pequena cidade com pouco para oferecer, perante a recusa constante do mundo físico o tempo é gasto na internet, esse infinito cosmos para a variedade das viagens, para o encontro com quem é mais igual a nós próprios.

  • O QUE É SER ADOLESCENTE HOJE?
A vida virtual deste jovem fala do voyeurismo cibernauta, tendência em que a curiosidade adolescente avidamente participa. Vincando a cisão deste jovem com as gerações que o precedem, demonstra-se como os hábitos da época, no virtual, têm consequências na formulação da auto-imagem, na diluição das fronteiras entre o público e o privado, nas infindáveis possibilidades de mascarar o eu, na dissolução da presença corpórea, na selecção personalizada de mundos e companheiros mais convenientes ao eu.


  • UNIDOS CONTRA OS ‘‘DUENDES DA MORTE’’
(How many deaths will it take till he knows that too many people have died? ) Mal tinham eles chegado à idade da consciência da vida em si próprios, e já tantos lhes tinham morrido. Sem verbalizações, estão de dias unidos contra os “duendes da morte”, essas criaturas insondáveis, que empestam em bandos invisíveis as cidades moribundas….  essas que atraem para o abismo, que vão afastando o corpo para fora do seu préstimo físico, que vão levar um corpo para dentro da ficção "… Ela não tinha pernas. Não precisava de ninguém para ir embora." Lia-se no seu blogue, lembrando essa jovem amiga que decidiu abdicar de vez.


  • A INTERNET É GLACIAR
Por glaciação histórica, faço entender a justaposição de ilimitados blocos de informações contemporâneas e passadas na simultaneidade da mesma plataforma. A internet justapõe tanto do passado como do presente. Quando a contemporaneidade tudo disponibiliza, ser contemporâneo de, é fazer-se contemporâneo de.


  • SER CONTEMPORÂNEO É FAZER-SE CONTEMPORÂNEO DE
Sendo um filme intrínsecamente contemporâneo, ainda assim nos mostra precisamente como idolatrar é escolher os ídolos que melhor nos servirem para nos construirmos e não os ídolos da ‘‘nossa geração’’. Assim, nas paisagens sonoras encontramos a música de Dylan junto das memoráveis composições originais do talentoso Nelo Johann, que também traz em si um travo dos sixties.


  • EXISTIR SOB NICKNAME
A internet é um exímio palco de substituições, terreno ideal para a timidez. As palavras escritas, sob o nickname, saem cada vez mais facilmente.


  • O AMOR
O virtual trouxe novos rituais. Apreciamos aquela travessia do rato do computador sobre os traços guardados nas fotos dela. Poesias da banalidade, ou faltas à presença que se desejaria. Os sonhos vestem-se com o desconhecido. A narrativa compõe-se mais facilmente a partir da distância do que não se pode tocar, conhecer, ter. É na ausência de concreto, que a musa toma forma. A sua presença espectral, deixa crer que está mesmo ali, quando talvez a forma com que se dilui entre os píxeis do vídeo de webcam facilmente suspenda a hipótese de uma outra vida, de um outro tempo, de um não-tempo.




"Estar perto não é físico." Lê-se na descontracção de uma janela de chat a frase que sintetiza todas estas idolatrias, todas estes pedestais, todas estas ficções.


  • PLAY A SONG FOR ME
A evasão juvenil continua fora portas. De phones nos ouvidos, a transfiguração do ambiente é entregue à música de Dylan no leitor portátil. Como tão bem descreve afinal o seu tema de mote, “Mr. Tambourine Man”. Como uma utopia em suspenso, a possibilidade de que Julian se aventure para longe, com a ambição de ir ver um concerto de Dylan é recorrente. Mas, porque seria o derradeiro destino, o último refúgio, não vemos esforços reais para a sua materialização. Porque depois disso não haveria mais nada.



HEY MR TAMBOURINE MAN
BOB DYLAN

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Though I know that evenin's empire has returned into sand,
Vanished from my hand,
Left me blindly here to stand but still not sleeping.
My weariness amazes me, I'm branded on my feet,
I have no one to meet
And the ancient empty street's too dead for dreaming.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Take me on a trip upon your magic swirlin' ship,
My senses have been stripped, my hands can't feel to grip,
My toes too numb to step, wait only for my boot heels
To be wanderin'.
I'm ready to go anywhere, I'm ready for to fade
Into my own parade, cast your dancing spell my way,
I promise to go under it.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Though you might hear laughin', spinnin', swingin' madly across the sun,
It's not aimed at anyone, it's just escapin' on the run
And but for the sky there are no fences facin'.
And if you hear vague traces of skippin' reels of rhyme
To your tambourine in time, it's just a ragged clown behind,
I wouldn't pay it any mind, it's just a shadow you're
Seein' that he's chasing.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.

Then take me disappearin' through the smoke rings of my mind,
Down the foggy ruins of time, far past the frozen leaves,
The haunted, frightened trees, out to the windy beach,
Far from the twisted reach of crazy sorrow.
Yes, to dance beneath the diamond sky with one hand waving free,
Silhouetted by the sea, circled by the circus sands,
With all memory and fate driven deep beneath the waves,
Let me forget about today until tomorrow.

Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
I'm not sleepy and there is no place I'm going to.
Hey! Mr. Tambourine Man, play a song for me,
In the jingle jangle morning I'll come followin' you.



* Como é óbvio, este post é dedicado ao Gonçalo Soares.
** Este filme está presentemente em exibição no Cinema City Classic Alvalade, em sessão dupla com a interessante curta VOODOO de Sandro Aguilar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Ciclo de Cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››







De 3 de Outubro a 26 de Dezembro
ÀS SEGUNDAS NA CASA DA ACHADA



" Houve um tempo em que eram muitos e grandes os cinemas em Lisboa: cinemas de estreia – na Av. da Liberdade, Restauradores, depois também Saldanha, Alameda, Av. de Roma e Alvalade, Avenidas Novas – e cinemas de bairro.


Ia-se ao cinema. Onde chegava a pujante indústria de Hollywood e o seu starsystem. Mário Dionísio é desses tempos. Fizeram viver e ficaram na memória de muita gente filmes e filmes, títulos e títulos, nomes e nomes (que eram mais do que nomes ). Mais até de actores – vedetas, stars, estrelas – do que de realizadores: Gloria Swanson, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Judy Garland, Rita Hayworth, Glenn Ford, Humphrey Bogart, Katharina Hepburn, John Wayne, Gary Cooper, Ava Gardner, Frank Sinatra, Kim Novak, Clark Gable, Marilyn Monroe, Bette Davis, Marlon Brando, Elizabeth Taylor, etc., etc.

Mesmo na memória daqueles para quem a 7ª Arte não se resumia a isto. E até daqueles para quem o combate seria precisamente emancipar a Arte do Mercado.

Durante três meses vamos (re)visitar quatro décadas – anos 30 a 60 do século XX: rostos, gestos, olhares, relações, paixões, lugares, enquadramentos, sequências – que hoje já não entram no Mercado. Nem nos Festivais que são dele."

Segunda-feira, 3 de Outubro, 21h30
CREPÚSCULO DOS DEUSES
de Billy Wilder, com Gloria Swanson (1950, 110 min.)
quem apresenta é Vítor Silva Tavares

Segunda-feira, 10 de Outubro, 21h30
A IMPERATRIZ VERMELHA
de Josef von Sternberg, com Marlene Dietrich (1934, 104 min.)
quem apresenta é Henrique Espírito Santo

Segunda-feira, 17 de Outubro, 21h30
NINOTCHKA
de Ernst Lubitsch, com Greta Garbo (1939, 110 min.)

Segunda-feira, 24 de Outubro, 21h30
O FEITICEIRO DE OZ
de Victor Fleming, com Judy Garland (1939, 101 min.)

Segunda-feira, 31 de Outubro, 21h30
GILDA
de Charles Vidor, com Rita Hayworth e Glenn Ford (1939, 101 min.)

Segunda-feira, 7 de Novembro, 21h30
A RAINHA AFRICANA
de John Huston, com Humphrey Bogart e Katharine Hepburn (1951, 105 min.)

Segunda-feira, 10 de Novembro, 21h30
O HOMEM TRANQUILO
de John Ford, com John Wayne (1952, 129 min.)

Segunda-feira, 21 de Novembro, 21h30
O COMBOIO APITOU TRÊS VEZES
de Fred Zinnemann, com Gary Cooper e Grace Kelly (1952, 85 min.)

Segunda-feira, 28 de Novembro, 21h30
A CONDESSA DESCALÇA
de J. L. Mankiewwicz, com Humphrey Bogart e Ava Gardner (1954, 128 min.)

Segunda-feira, 5 de Dezembro, 21h30
O HOMEM DO BRAÇO DE FERRO
de Otto Preminger, com Frank Sinatra e Kim Novak (1955, 119 min.)

Segunda-feira, 12 de Dezembro, 21h30
OS INADAPTADOS
de John Huston, com Clark Gable e Marilyn Monroe (1961, 124 min.)

Segunda-feira, 19 de Dezembro, 21h30
QUE TERIA ACONTECIDO A BABY JANE
de Robert Aldrich, com Bette Davis e Joan Crawford (1962, 134 min.)

Segunda-feira, 26 de Dezembro, 21h30
REFLEXOS NUM OLHO DOURADO
de John Huston, com Marlon Brando e Elizabeth Taylor (1967, 108 min.)