quarta-feira, 21 de setembro de 2011

( o princípio da não-separação)

...Onde a terra se acaba e o mar começa.
AFONSO LOPES VIEIRA




Oblíquo Setembro de equinócio tarde
Que se alonga e depara e vê e mira
Tarde que habita o estar do seu parado
Sol de Sul pelo sal detido


Assim o estar aqui e o haver sido
Quasi a mesma que sou no tão perdido
Morar aberto de um Setembro antigo
Com o mar desse morar em meu ouvido


Pura paixão que não conhece olvido



SOPHIA
*Em “Portugal Socialista”, Janeiro 1984.






... a noite e dia da costa onde as águas de Atlântico e Mediterrâneo se mesclam... 
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar

in Sophie en Rose, "Evocação de Sophia", Alberto Vaz da Silva



Il y a des êtres à travers qui Dieu m'a aimé.

LOUIS CLAUDE DE SAINT-MARTIN



1 comentário:

Pedro Jordão disse...

Naquela tarde quebrada
contra o meu ouvido atento
eu soube que a missão das folhas
é definir o vento.

(Ruy Belo)