Desmembrar.

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THE FACE OF ANOTHER (Teshigahara, 1966)

... algures dentro das Investigações Novalis, Gonçalo M. Tavares
* sem escrúpulos para com a inteireza dos poemas, partilho o meu próprio sublinhado.

6.
(...) Quem sou EU?
Comi arroz e agora de novo com Fome.
(...)

51.
(...) Lá fora chove, mas no dia seguinte a água já não existe.
(...)

21.
a Possibilidade cheia.
Deus.

48.
A pele evita o espalhar dos orgãos.
Lá dentro o Massacre : escondido; suspenso.
Vou Morto mas não mostro.
Vou FUTURO Morto, mas não mostro.

1.
(...) A Morte morre-se, a vida vive-se, a Mulher mulher-se e o homem homem-se.
Temos de exercer o corpo; erguê-lo do chão; conhecer os gregos, Séneca e Kierkegaard
(...)
É urgente levar a cabeça a passear lá fora
(...)
Levar a Ideia a passear, e voltar diferente
(...)
É necessário treinar a Paciência
A divina Paciência
(...)

2.
(...)
Uma fórmula síntese:
o arroz, esse incansável escritor! o Trigo, o pão, e outros incansáveis escritores.
Outra síntese: Foi o Trigo que escreveu tudo: desde Homero
até BHAGAVAD-GUITA até Joyce e até sempre.
O princípio não era o Verbo, era SIM o Trigo, o Arroz.
Sem arroz não há verbo.
Há primeiro Fome e depois Morte, apagamento súbito.
E os Mortos não escrevem, ou se escrevem não se vê.
(...)

4.
(...)
O homem é o animal a quem trocaram a cabeça ao nascer.
(...)

6.
(...)
É outro orgão do corpo, a Poesia.
(...)
Dito de outro modo: esconde-se por detrás da Anatomia.
(...)

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