Heaven.

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DAYS OF HEAVEN, TERRENCE MALICK, 1978









THE THIN RED LINE, MALICK (1998)





"o primeiro choro de um bebé
é o choro mais antigo do mundo."




" - Intelectualmente!... Meu Deus, como odeio o amor intelectual! É um amor que não dá senão flores artificiais, desabrochadas do cérebro, porque o coração se sente incapaz de as produzir. O que invejo à rapariga é não haver nela nada postiço, não ser capaz de substituir o amor amor genuíno por quimeras vãs. Não acredite, lá porque nela o amor se mistura com o devaneio, que dê maior importância aos seus sonhos do que à terra que pisa. Não; todos os seus sentidos, todos os instintos, todas as faculdades estão dirigidas para o amor, que por toda a parte, ela procura incansavelmente. Os seus sonhos não a satisfazem. (...) Eu desprezo os sonhos e as quimeras. Quando todo o nosso ser clama pela posse de um coração humano, como poderá bastar-nos uma felicidade imaginária? Quantas vezes, no entanto, nos oferecem apenas isso! E quantas vezes temos de nos resignar a enfeitar-nos, para aquele que amamos, com lindas coisas que a sua imaginação criou! Ele cinge-nos a fronte com uma auréola, cola-nos asas nos ombros e cobre-nos com um vestido salpicado de estrelas; só quando nos vê assim é que nos julga dignas de ser amadas, - só quando envergamos esse fato de máscara sob o qual não podemos mostrar-nos tal qual somos na realidade, porque a máscara nos incomoda e porque nos perturbam, caindo-nos aos pés, em atitude de adoração, em vez de, muito à boa paz, nos aceitarem como somos, contentando-se com amar-nos..."
in NIELS LYHNE, JENS PETER JACOBSEN (1880)


Procura a maravilha.

Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.

No brilho redondo
e jovem dos joelhos.

Na noite inclinada
de melancolia.

Procura.

Procura a maravilha.

Eugénio de Andrade




How many roads must a man walk down, before they call him a man
How many seas must a white dove sail, before she sleeps in the sand
How many times must the cannonballs fly, before they are forever banned

* The answer, my friend, is blowing in the wind
The answer is blowing in the wind

How many years must a mountain exist, before it is washed to the sea
How many years can some people exist, before they're allowed to be free
How many times can a man turn his head, and pretend that he just doesn't see

[Repeat *]

How many times must a man look up, before he can see the sky

How many years must one man have, before he can hear people cry
How many deaths will it take till he knows, that too many people have died

[Repeat *]
BOB DYLAN, BLOWIN' IN THE WIND




who are we to you ?

TREE OF LIFE, MALICK, 2011


Have we not stood here like trees in the ground long enough?
Walt Whitman

Josip Klarica



Eugene Atget

Edward Dimsdale
Berenice Abbott

Vanessa Winship


Trent Park
Harry Callahan

Trent Park

Man Ray


"...Pensei várias vezes em elaborar um sistema de conhecimento humano baseado no erótico, uma teoria do contacto, em que o mistério e a dignidade de outrem consistiria precisamente em oferecer ao Eu esse ponto de apoio de um outro mundo. A voluptuosidade seria, nessa filosofia, uma forma mais completa, mas também mais especializada, dessa aproximação do Outro, mais uma técnica posta ao serviço do conhecimento daquilo que não somos nós. (...)
Com a maior parte dos seres, os mais ligeiros, os mais superficiais desses contactos bastam ao nosso desejo, ou mesmo já o excedem. Que eles insistam, se multipliquem em volta de uma única criatura até a cativar completamente; que cada parcela de um corpo assuma para nós tantas significações perturbantes como os traços de uma fisionomia; que um único ser, em vez de nos inspirar quando muito irritação, prazer ou aborrecimento, nos obsidie como uma música ou nos atormente como um problema; que ele passe da periferia do nosso universo ao seu centro, se nos torne, enfim, mais indispensável que nós próprios, e o espantoso prodígio realiza-se, no que eu vejo mais uma invasão da carne pelo espírito que um simples jogo da carne..."
in Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar (1951)


(...)
Somos levados a sério
até um canto
e espancados por alguma ideia
que amadureceu de-
mais e que deixámos cair no
chão
(...)
in Wonderlands, em "Nervo" de Diogo Vaz Pinto




Nachtmusik, Dorothea Tanning, 1943
L’Aurore - Paul Delvaux, 1937
Edward Steichen
William Turner
Spring, Ferdinand Hodler 1904


Myoung Ho Lee




2 comentários:

Luís Mendonça disse...

Isso de facto é muito bom. Arranjaste mesmo como? Editado cá?

My One Thousand Movies disse...

O meu preferido do Malick será sempre o "Badlands" :)

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