sábado, 23 de abril de 2011

Liberdade 1.



DO YOU?
DO YOU FEEL?
DO YOU FEEL FREE?



















by Marcel Odenbach







* beauty in a box
TIRANIA TV





: O Sorriso de Sílvio Berlusconi por Carlos Natálio, in blog ORDET, 24.4.2011

"...Que a decadência da cultura de massas seja óbvia não é um exclusivo italiano. Que a dimensão da manipulação de informação e de pobres destinos seja um efeito dessa decadência também não. O interessante neste VIDEOCRACY é que neste império, ao contrário de outros, ainda há uma cabeça nobre visível a comandá-lo, dir-se-ia na «digna» linhagem de Mussolini, uma figura que em Itália não foi de longe tão escrutinada como o seu, digamos, congénere alemão. Desta forma, VIDEOCRACY permite-se ser uma espécie de plataforma para repensar estas linhagens, questionar o papel dos sorrisos e sobretudo encetar um projecto de renovação identitária que a Itália ainda não abraçou desde o pós-guerra..."



: Lição pelo Centenário da UL por António Pedro Vasconcelos, 10.2.2011

"... a pressão foi no sentido em que se criassem canais privados sem abolir os canais públicos. (...) Começa em Itália essa vaga dos canais privados, e aqui é que se inicia, a meu ver, a irresponsabilidade da maioria dos governos europeus. Nem todos, porque, apesar de tudo, os governos nórdicos, tiveram o bom senso, a inteligência e a coragem de não ceder de uma maneira indescriminada à pressão dos privados. Aconteceu em Itália, nos anos 80, com um senhor chamado Sílvio Berlusconi, (...) na altura, relativamente desconhecido (...), inscreveu-se na maçonaria e no partido socialista, e convenceu o senhor Craxi de que era socialista e de que tinha maneira de fazer crescer o partido. Como? Criando uma televisão. Porquê? Itália é um país excêntrico e tinha um sistema único, com três televisões públicas, RAI 1,2 e 3 e tinham de resolver um problema de como gerir as televisões, então criaram um sistema a que chamaram 'lotizacione' (...) O Berlusconi convenceu Craxi a legislar no sentido de autorizar o aparecimento de televisões privadas. Como é que o fez? Fê-lo começando a criar bolhas de televisões regionais. Em 81, já eram 1200. Depois convenceu Bettino Craxi a autorizá-lo a pô-las em rede - um pouco como a TSF fez em Portugal - conseguindo tornear a legislação. (...) No entanto, não estavam autorizadas a ter notícias, só entretenimento. (...) E aqui chegamos a um dos pontos que tornam a televisão num objecto fascinante, mas perigoso. Berlusconi conseguiu criar três canais de televisão privados, todos dele, que cativaram 50% das audiências. (...) Em pouco tempo, com as televisões ao serviço da propaganda, chegou a primeiro-ministro e não só manteve as televisões privadas como ficou com o controlo da RAI, sendo dono e senhor da informação. (...) Todos os reality shows que depois se espalharam pela Europa fora, começaram em Itália, com uma programação ultra populista, boçal..."
António-Pedro Vasconcelos




* beauty along the shelves
NEO-TRAGÉDIA


:“Tiro tudo o que há em cima da mesa / as Coca-colas, os restos dos molhos, tudo / Deixo o espaço limpo só para as asinhas de frango / Uma, duas, sete asinhas de frango / Coloco-as na mesa, cada qual no seu sítio / Perfeitas / Agarro no ketchup e escrevo bem grande na mesa a palavra: TRAGÉDIA / E o meu filho caga-se a rir / E explico-lhe que a TRAGÉDIA começa com o mundo industrializado.”


Agamémnon - Vim do supermercado e dei porrada ao meu filho, peça de teatro do dramaturgo hispano-argentino Rodrigo García, com interpretação de Gonçalo Waddington e direcção de John Romão.
de 21 a 30 Abril - Teatro S.Luiz











Tout va bien, Jean-Luc Godard e Jean-Pierre Gorin, 1972

: "...a supermaket: daily seven hundred millions of turnover. a great area, a great social theatre. And in this theatre every one screams but the audience. he pays and he displays that he is quiet. nobody talks to him yet... outside the factory, another factory. nobody talks to nobody. in fact, everyone is waiting for new actors."
"Live better! the government politics must let manual laborers and intellectuals wage earners or not live better..."
"do you let me take a glipmse of this hefty wad?"
"ask him politely"
"Excuse me, sir. Would you allow me to see the book before buying?"
"of course. we want the young people to become interested in it."
"thank you!"
"you're welcome"
"There is something that i don't understand about cultural politics: the cultural progress that aids creation in all fields will stimulate national progress and will foment personality development and relations among men without precedent but it is unclear how."
"You have just opened it and you don't have finished the chapter, so you can't analize it ..."
"excuse me. the boy posed you a question. You have to answer... are you AN activist?"
"of course. but what i am trying to say is..."
"have you written the book? explain..."
"Listen boy, come to my office..."
"ok! but i've made you a question..."
"you can't sell bookS as if it were vegetables."
"don't pay! everything is free! today it's all for free, it all belongs to you. it's time to change. don't pay, don't pass through the cash desk!"
"out! bullies! murders!"
texto via luispy (youtube)











COMPRAR, TIRAR, COMPRAR, Cosima Dannoritzer




Penso que a televisão traiu o sentido do discurso democrático, juntando o caos visual à confusão das vozes. Que papel tem o silêncio em todo este barulho?" Federico Fellini

1 comentário:

Sabrina D. Marques disse...
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