: ELOGIO DO AMOR

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: ELOGIO DE JEAN-LUC GODARD
em Março 
na cinemateca portuguesa

"O que é feito de Godard? Podia ser – ou é – a pergunta subjacente a este Ciclo. Não no seu sentido mais imediato porque, embora ele já não “apareça” tanto como “apareceu” noutras épocas em que possuía um apelo mediático de pedir meças a uma “pop star”, e já não faça filmes ao ritmo com que no passado os fez, quem quer saber “o que é feito de Godard” também sabe como há-de fazer para o saber. Mas noutro sentido: o que é que, nos nossos tão dispersos e acelerados dias, se faz de Godard e se faz com Godard? Há poucas décadas atrás era claro que o mundo precisava do cinema e que o cinema precisava de Godard. Hoje, quando deixou de ser evidente que o cinema seja uma necessidade para o mundo, o passo para o silogismo é mais problemático – como se viu, muito recentemente, na forma violenta como o seu último filme (FILM SOCIALISME), foi enxotado pela imprensa generalista internacional e praticamente apenas defendido pelos nichos da “crítica especializada”. A linguagem da “cultura de massas”, sufocante e agressiva, não tem absolutamente nada a ver com o cinema que Godard pratica e representa. Pior (ou consoante a perspectiva, melhor), é exactamente dessa incompatibilidade que os filmes de Godard falam. Agora e há muitos anos.
Também por isto, a estreia em Portugal de FILM SOCIALISME (que veremos, na Cinemateca, em Abril) era uma oportunidade irresistível para voltarmos, com alguma profundidade e extensão, ao cinema de Godard. A Cinemateca já lhe dedicou duas retrospectivas, a primeira em 1985, e a segunda catorze anos depois, numa espécie de actualização (1985-99) – para além se tratar de uma presença regular, se não mesmo mensal, na nossa programação. Agora, a propósito de FILM SOCIALISME, não nos concentrámos em nenhum período especial da obra de Godard, antes resolvemos propor uma viagem, variada no tempo e nas épocas, por momentos capitais dessa obra, juntando títulos lendários e muito vistos (À BOUT DE SOUFFLE ou PIERROT LE FOU) a outros de muito mais intermitente visibilidade como alguns filmes dos anos 70 (LE GAI SAVOIR ou COMMENT ÇA VA, que na Cinemateca não são vistos desde o Ciclo de 1985) e décadas posteriores (ALLEMAGNE NEUF ZÉRO ou trabalhos em vídeo como LES ENFANTS JOUENT À LA RUSSIE, que por aqui não passam desde o Ciclo de 1999). Abrimos, da melhor maneira, com um “bónus” que nos foi proposto pela distribuidora portuguesa de FILM SOCIALISME, a Midas Filmes: a ante-estreia de DEUX DE LA VAGUE, documentário sobre Godard e Truffaut realizado por Emmanuel Laurent e escrito por Antoine de Baecque. A seguir, mergulhamos nas ondas de uma obra que se confunde, como provavelmente mais nenhuma, com o cinema e com o mundo dos últimos cinquenta anos – como Godard disse, “une seule histoire”.


Sex. [04] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
DEUX DE LA VAGUE
Os Dois da (Nova) Vaga de Emmanuel Laurent com Jean-Luc Godard, François Truffaut, Jean-Pierre Léaud, Isild Le Besco França, 2009 - 91 min / legendado em português Documentário assente em imagens de arquivo que narra a mítica amizade entre JeanLuc Godard e François Truffaut, e a sua posterior separação. Realizado no ano em que a Nouvelle Vague celebrou os seus cinquenta anos, contados a partir da exibição de LES 400 COUPS no Festival de Cannes em 1959, este filme de Emmanuel Laurent traça o retrato de um movimento que mudou a forma de fazer cinema e revelou ao mundo dois dos maiores cineastas de todos os tempos. DEUX DE LA VAGUE é exibido em sessão de ante-estreia, organizada em colaboração com a Midas Filmes.

Qua. [09] 19:30 | Sala Luís de Pina
APRÈS LA RÉCONCILIATION
Depois da Reconciliação de Anne-Marie Miéville com Claude Perron, Anne-Marie Miéville, Jacques Spiesser, Jean-Luc Godard, Xavier Marchand França, Suíça, 2000 - 74 min / legendado em português Companheira e colaboradora regular de Jean-Luc Godard desde o início da década de 70, Anne-Marie Miéville assina esta longa-metragem que tem muito de godardiano, uma vez que conta com Godard como um dos seus protagonistas, não escapando a uma forte componente biográfica. Conferindo um papel de relevo ao discurso, em APRÈS LA RÉCONCILIATION a austeridade das formas acentua a força das palavras proferidas por duas mulheres e dois homens que discutem sobre a felicidade, o amor e o conhecimento. Sem esquecer o humor, Miéville toca aqui algumas das questões essenciais da existência humana e é uma ocasião para vermos Jean-Luc Godard a deixar-se dirigir. Primeira exibição na Cinemateca.

Qua. [09] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
À BOUT DE SOUFFLE
O Acossado de Jean-Luc Godard com Jean Paul Belmondo, Jean Seberg, Daniel Boulanger França, 1960 - 90 min / legendado em português Ao lado de LES 400 COUPS, este é o grande “filme-símbolo” da Nouvelle Vague e um dos filmes que abre as portas do cinema moderno. Foi o primeiro sinal de que, como escreveu Serge Daney, este novo cinema não só não se contentava em sacudir o “antigo”, como ameaçava, literalmente, destruí-lo. À BOUT DE SOUFFLE é um dos filmes que melhor ilustra as consequências práticas e teóricas dos postulados da Nouvelle Vague, fazendo “explodir” o cinema para depois o reinventar. A primeira longa-metragem de Godard resultava, por si mesma, num dos momentos mais decisivos da história do cinema, com Belmondo recriando também um mito clássico, o de Bogart. À BOUT DE SOUFFLE está também programado no contexto do Ciclo “The Art of Dying”.

Qui. [10] 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro
LES CARABINIERS
Os Carabineiros de Jean-Luc Godard com Marino Mase, Albert Juross, Geneviève Golée, Catherine Ribeiro França, Itália, 1963 - 80 min / legendado em português LES CARABINIERS, filme com argumento de Jean Gruault e de Rossellini a partir de uma peça homónima de Benjamino Joppolo é, segundo as palavras de Godard, também ele “uma fábula, um apólogo em que o realismo apenas serve para vir em auxílio do imaginário” e um filme “sujo e estúpido”, porque o seu tema é sujo e estúpido: a guerra. Numa região não identificada (qualquer lado ou lado nenhum) dois camponeses brutais são mobilizados, dedicando-se à morte e à pilhagem, e o saque será uma colecção de bilhetes-postais. Uma alegoria genial, a começar pelos nomes das personagens – Ulisses e Miguel Ângelo, Vénus e Cleópatra –, onde as conquistas da guerra coincidem com as do cinema: as imagens. Atente-se à famosa cena em que Miguel Ângelo se dirige para a mulher que observa no ecrã.

Sex. [11] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
ALPHAVILLE
Alphaville de Jean-Luc Godard com Eddie Constantine, Anna Karina, Akim Tamiroff França, 1966 - 98 min / legendado em português Um dos filmes mais “fáceis” de Godard, que é ao mesmo tempo uma homenagem ao filme “negro”, uma obra de ficção científica e de ficção política. O agente secreto Lemmy Caution (que era o protagonista de uma série do cinema francês) vai à cidade de Alphaville, onde todos os sentimentos foram abolidos e onde ninguém é capaz de perceber poesia, tentar convencer um cientista a regressar aos “planetas exteriores”. Esta parábola sobre a sociedade futura foi inteiramente filmada em cenários naturais, em Paris e nos seus arredores.

Seg. [14] 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro
MASCULIN FÉMININ
Masculino Feminino de Jean-Luc Godard com Jean-Pierre Léaud, Chantal Goya, Marlène Jobert, Michel Debort França, Suécia, 1966 - 110 min / legendado em português «Este filme poderia ser chamado Os Filhos de Marx e da Coca-Cola”. Eis a mais famosa citação de MASCULIN FÉMININ que corresponde a um intertítulo que divide os seus capítulos. MASCULIN FÉMININ aborda a relação sentimental de Paul (Léaud), um jovem marxista, e Madeleine (Goya), cantora da “geração Coca-Cola”. Baseando-se em dois contos de Guy de Maupassant, Godard cria um importante retrato de uma juventude dividida e de uma sociedade que enfrenta a mudança. A dimensão subversiva do filme, que fez com que fosse proibido em França a menores de 18 anos, estende-se, obviamente, à sua forma.

Ter. [15] 19:30 | Sala Luís de Pina
PIERROT LE FOU
Pedro, o Louco de Jean-Luc Godard com Jean-Paul Belmondo, Anna Karina, Samuel Fuller França, 1965 - 109 min / legendado em português Emblema dos anos 60, emblema do cinema moderno, no sentido histórico do termo, PIERROT LE FOU adquiriu há muito tempo o estatuto de clássico. O mais famoso filme de Godard, de “uma beleza sublime” no dizer de Louis Aragon, continua a entusiasmar as novas gerações que o descobrem pela primeira vez. Um homem e uma mulher, Pierrot e Marianne, deixam subitamente Paris e saem pelas estradas de França, “vivendo perigosamente até ao fim”. Amam-se e matam(- se), mas principalmente recusam a civilização tal como o pequeno-burguês a concebe, vivendo o instante e o dia-a-dia. A fotografia a cores de Raoul Coutard é um verdadeiro compêndio de muitas tendências estéticas dos anos 60 como o é o som recriado por Antoine Bonfanti. PIERROT LE FOU está também programado no contexto do Ciclo “The Art of Dying”.

Qua. [16] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
WEEK-END
Fim-de-Semana de Jean-Luc Godard com Jean Yanne, Mireille Darc, Jean-Pierre Léaud França, Itália, 1967 - 102 min / legendado em português Segundo Godard, um filme «perdido no cosmos» e «encontrado no ferro velho». Em forma de antecipação, WEEK-END é a mais radical parábola sobre a civilização de hoje. Reflexo do mal estar do seu tempo, o filme de Godard anunciava o Maio de 68. Um casal em férias, caos e drama ao longo da estrada (com um fabuloso e célebre plano-sequência de um travelling de dez minutos) e estranhos encontros com a história e a ficção (Saint-Just, Alice, Lautréamont, etc.).

Qui. [17] 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro Seg. [21] 19:30 | Sala Luís de Pina
LE GAI SAVOIR
de Jean-Luc Godard com Jean-Pierre Léaud, Juliet Berto França, 1968 - 95 min / legendado em inglês Émile tenta forçar as portas da Universidade guardadas pelo exército, Patricia, por seu lado, distribui gravadores de bolso numa fábrica, para que os operários possam registar todas as incongruências do discurso do patronato. Num estúdio de cinema, Émile e Patricia comentam as imagens e sons da “luta de classes”, conferindo-lhes novos sentidos, e assim procurando “fazer voltar contra o inimigo a arma com que ele ataca: a linguagem”. Um importante ensaio sobre o poder das palavras e a sua relação com as imagens.

Sex. [18] 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro Qua. [23] 22:00 | Sala Luís de Pina
ONE PLUS ONE
de Jean-Luc Godard com The Rolling Stones (Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Charlie Watts, Bill Wyman, Nicky Hopkins), Anne Wiazemsky, Ian Quarrier| Programação | MARÇO/2011
França, 1968 - 100 min / legendado electronicamente em português Os Rolling Stones ensaiam Sympathy for the Devil. Em montagem paralela acompanhamos acções dos Black Panthers, discursos militantes e manifestações de contra-cultura. Ensaios de música e revoluções falhadas. O filme é composto por dez planos-sequência, cinco dos quais dedicados aos ensaios dos Stones.

Seg. [21] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro Ter. [22] 19:30 | Sala Luís de Pina
ONE P.M.
de D.A. Pennebaker, Jean-Luc Godard com Rip Torn, The Jefferson Airplane, Eldrige Cleaver, Tom Hayden França, 1972 - 90 min / legendado electronicamente em português No final da década de 60, acreditando que a revolução chegaria em breve aos EUA, Godard viajou até Nova Iorque para fazer um filme com Pennebaker e Leacock. Durante vários meses interrogaram juntos inúmeras personalidades como Tom Hayden e Eldridge Cleaver com a ideia de refilmar posteriormente o texto das suas entrevistas com actores. Godard abandonou esse projecto que tinha como título ONE A.M. (ONE AMERICAN MOVIE), mas Pennebaker realizará este outro filme que parte do mesmo material de base, e que designará por ONE P.M. (ONE PARALLEL MOVIE), ou como Godard lhe chamou, “One Pennebaker Movie”. Primeira exibição na Cinemateca.

Ter. [22] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
NUMÉRO DEUX
de Jean-Luc Godard com Sandrine Battistella, Pierre Oudry, Alexandre Rignault, Rachel Stefanol França, 1975 - 90 min / legendado em português NUMÉRO DEUX aborda as relações de poder estabelecidas no seio de uma família no interior de um moderno apartamento. Assentando na justaposição e sobreposição de imagens que apelam a uma pluralidade de leituras, o filme é uma experiência única na obra de Godard, antecipando os seus trabalhos futuros em vídeo.

Qua. [23] 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro Qui. [24] 22:00 | Sala Luís de Pina
ICI ET AILLEURS
de Jean-Luc Godard, Anne Marie-Miéville com Jean-Pierre Bamberger França, 1976 - 53 min / legendado electronicamente em português Rushes de um filme inacabado sobre a resistência palestiniana, rodado quatro anos antes sob a égide do grupo Dziga Vertov, são mostradas a um casal que, diante do televisor, recorda a sua experiência passada durante os anos de militância. Uma obra raramente exibida, que toca uma questão sensível e que aborda o modo como se organizam aqui (“ici”) imagens que foram registadas algures (“ailleurs”). Filme sobre um conflito, é antes de mais uma reflexão sobre a própria televisão.

Qui. [24] 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro Seg. [28] 19:30 | Sala Luís de Pina
COMMENT ÇA VA?
de Jean-Luc Godard, Anne-Marie Miéville com Michel Marot, Anne-Marie Miéville França, 1975 - 78 min / legendado electronicamente em português Em COMMENT ÇA VA? Godard e Miéville prossegue a sua reflexão sobre os media, tão característica deste período da sua obra, centrando-se na imprensa escrita. Ao proceder à sua análise do que é a informação e de como renová-la, entre os vários acontecimentos comentados no filme do ponto de vista do seu tratamento noticioso, encontramos uma manifestação no Portugal revolucionário de 1974. Constatação final de COMMENT ÇA VA?: “vai mal, ou vai demasiado depressa.”

Sex. [25] 19:30 | Sala Luís de Pina
MEETING WOODY ALLEN / JLG MEETS WOODY ALLEN
de Jean-Luc Godard França, 1986 - 26 min / legendado electronicamente em português
SOFT AND HARD (A SOFT CONVERSATION BETWEEN TWO FRIENDS ON A HARD SUBJECT)
de Jean-Luc Godard, Anne-Marie Miéville Grã-Bretanha, 1986 - 52 min / legendado electronicamente em português MEETING WOODY ALLEN é o registo de uma conversa entre Godard e o cineasta de MANHATTAN, realizada quando Godard queria convidar Allen para um papel em KING LEAR e encarava essa entrevista como uma oportunidade de se “conhecerem melhor”. Debatem-se as respectivas obras, fala-se de cinema e de televisão, num filme que Godard, por entre intertítulos e efeitos visuais, nunca deixa transformar-se num mero campo/contracampo. SOFT AND HARD é também um diálogo – entre Godard e a sua companheira Anne-Marie Miéville – onde aos temas do cinema e da televisão se acrescentam os da criação artística e das relações amorosas.

Sex. [25] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro Ter. [29] 22:00 | Sala Luís de Pina
SOIGNE TA DROITE
Atenção à Direita de Jean-Luc Godard com Jean-Luc Godard, François Périer, Jane Birkin França, Suíça, 1987 - 81 min / legendado em português É um filme contruído em caleidoscópio, como se a sua matéria fosse um caos em permanente procura da sua própria organização – talvez pois isso o seu “leitmotiv” seja a busca “de um lugar na Terra como no Céu”. Godard, cada vez mais consciente da sua solidão e cada vez mais resignado com ela, materializa-a em SOIGNE TA DROITE e torna-a tema: também para ele se trata de encontrar o seu lugar e o seu papel, seja ele o de Idiota ou de Príncipe.

Seg. [28] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
NOUVELLE VAGUE
Nouvelle Vague de Jean-Luc Godard com Alain Delon, Domiziana Giordano França,1990 - 89 min / legendado em português NOUVELLE VAGUE é uma das obras-primas absolutas de Jean-Luc Godard, magistral teia de corpos e formas, cores e sons, textos e vozes. Alain Delon é filmado como nunca ninguém o filmou numa história de eterno retorno: de palavras, de seres, de sentimentos. “História eterna da história que se repete. A história das mulheres apaixonadas e dos homens solitários (...) A história do indivíduo condenado a ser múltiplo” (Jean-Luc Douin).

Ter. [29] 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro Qui. [31] 19:30 | Sala Luís de Pina
ALLEMAGNE NEUF ZÉRO
de Jean-Luc Godard com Eddie Constantine, Hans Zischler, Claudia Michaelsen França, Alemanha, 1991 - 62 min / legendado electronicamente em português ALLEMAGNE NEUF ZÉRO vai buscar Eddie Constantine (e a sua personagem Lemmy Caution) a ALPHAVILLE para uma nova missão na Alemanha pós-queda do muro de Berlim. Ponto alto da obra de Godard, trata-se de uma belíssima e amargurada reflexão sobre a Europa, sobre o cinema, e sobre o passado de ambas as coisas. “Godard adopta uma nova estratégia, criando uma montagem visual de espantosa complexidade, usando o seu próprio material e uma antologia de excertos do cinema clássico, e justapondo uma banda sonora igualmente densa...” (Wheeler Winston Dixon).

Qua. [30] 19:00 | Sala Dr. Félix Ribeiro
JLG/JLG
de Jean-Luc Godard com Jean-Luc Godard, Geneviève Pasquier, Denis Jadot França, 1994 - 62 min / legendado em português Em JLG/JLG, “Auto-retrato em Dezembro”, Godard encena a sua própria solidão, a partir do local escolhido para o seu exílio voluntário: a sua casa na Suíça. Trata-se de um trabalho de uma beleza assombrosa, feito de uma tristeza pontualmente cortada por assomos luminosos e marcada por uma inquietante lucidez. Produção da Gaumont.

Qua. [30] 22:00 | Sala Luís de Pina
PUISSANCE DE LA PAROLE
de Jean-Luc Godard com Jean Bouise, Lydia Andrei, Jean-Michel Iribarren França, 1988 - 25 min / legendado electronicamente em português

LES ENFANTS JOUENT À LA RUSSIE / THE CHILDREN PLAY RUSSIAN
de Jean-Luc Godard com Laszlo Szabo, Bernard Eisenschitz, Jean-Luc Godard França, Estados Unidos, 1993 - 63 min / legendado electronicamente em português Um dos vídeos mais famosos de Godard, PUISSANCE DE LA PAROLE resultou de uma encomenda da France Télécom. A partir de um texto de Poe sobre o poder das palavras, Godard aborda a perpétua reverberação das nossas palavras no Universo, no que é também uma maneira de abordar a questão das relações entre o Humano e o Divino – tema a que Godard voltaria. LES ENFANTS JOUENT À LA RUSSIE é uma homenagem de Godard ao país de Eisenstein e Barnet, de Dostoievski e Tolstoi. Entre a elegia e a ironia ácida, o filme é, outra vez, um olhar melancólico sobre “um país de cinema” e um requiem pelo seu desaparecimento.

Qui. [31] 21:30 | Sala Dr. Félix Ribeiro
ÉLOGE DE L’AMOUR
O Elogio do Amor de Jean-Luc Godard com Bruno Putzulu, Cecile Camp, Jean Davy, Françoise Verny França, 2001 - 97 min / legendado em português Sempre igual a si mesmo, sempre diferente, cada filme de Jean Luc-Godard é uma pedrada no charco de uma produção globalizada e cada vez mais “uniforme”. ÉLOGE DE L’AMOUR está construído em duas partes cronologicamente invertidas. Enquanto a primeira “conta” as tentativas de um realizador para levar a cabo um projecto de filme sobre o “amor”, a segunda, num tom distinto, mostra-nos o seu encanto, três anos antes, com a mulher-intérprete do filme. ÉLOGE DE L’AMOUR foi também programado no início do mês no contexto do Ciclo “Jacques Rancière – Curtas Viagens ao País do Povo”. Começámos o mês a “elogiar o amor”, acabamos o mês a “elogiar o amor”."

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