sábado, 16 de outubro de 2010

sobre ANTÓNIO CAMPOS



Para António Campos, a câmara não é um olho mecânico, é sinónimo de olho humano. Dito de um modo mais radical, a câmara pura e simplesmente desaparece, está “literalmente” colada ao olho do operador, um e outro são um só. Manuseada pelo homem que explora o ambiente que o rodeia, a câmara é absolutamente cúmplice do olhar do cineasta.
Manuela Penafria


- Antes de pegar numa câmara de filmar, qual era o seu género de filmes preferido?
- Principalmente aquele em que me era mostrado o homem, no seu dia a dia, há uns séculos atrás.

Desde quando se dedica ao cinema e o que o levou a escolher esse meio de expressão artística?
- Em mim, o cinema e a minha barba devem ter a mesma idade. Depois de procurar em outras artes, materialmente mais acessíveis, o escoamento da minha necessidade de dizer algo, o cinema foi, segundo creio, o que mais probabilidades me dá de realizar o que desejaria.

Alfredo A. Faustino, “O Arauto entrevista o cineasta amador António Campos”, O Arauto (Escola Industrial e Comercial de Leiria), no 13, Junho de 1963, p. capa e p. 5.


Sem comentários: