quinta-feira, 21 de outubro de 2010

LUZ.


"Parece que em princípio ninguém se lembra do acto de nascimento. Cientificamente, não se pode confirmar que um indivíduo que nasce tenha a percepção do seu próprio nascimento. Agora que existe uma imagem persistente, uma luz muito difusa, translúcida e que através dessa luz figuras mal definidas se debruçam sobre mim e a minha mãe... tenho uma ideia disso. Há muitos anos que tenho essa impressão."
Para José Afonso, que assim revelou o seu próprio nascimento a Luis Filipe Rocha, "tudo parte de uma luz branca, uma luz láctea (...) uma luz imanente, uma luz muito vital, como se fosse uma película, como se fosse um banho de leite (...), que me mergulhasse a mim ou que mergulhasse o universo."


in "José Afonso, o rosto da utopia", de José A. Salvador

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