"Colossal Youth," The New Yorker, August 6, 2007
Ilustração de Jashar




A Caça ao Coelho com Pau

THE RABBIT HUNTERS

PEDRO COSTA (2007)






Um grande, ENORME obrigada ao José Oliveira.
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"My love she’s like some raven

At my window with a broken wing" Bob Dylan
Uccellacci e Uccellini, Pasolini, 1966

Boy Meets Girl (Carax, 1984) 






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France Tour Détour
Deux Enfants

GODARD / MIÉVILLE, 1977-78

In this astonishing twelve-part project for and about television — the title of which refers to a 19th-century French primer Le tour de la France par deux enfants — Godard and Miéville take a detour through the everyday lives of two children in contemporary France.
This complex, intimately scaled study of the effect of television on the French family is constructed around Godard’s interviews with a school girl and school boy, Camille and Arnaud. Godard’s provocative questions to the children range from the philosophical (“Do you think you have an existence?”) to the social (“What does revolution mean to you?”). The programs’ symmetrical structure alternates between Camille’s and Arnaud’s segments (or "movements"), each of which is labeled with on-screen titles: Obscur/Chimie is paired with Lumiere/Physique; Réalitie/Logique with Réve/Morale; Violence/Grammaire with Désordre/Calcul.
Using precise formal devices, including the extended take, slow motion, closeups, and the freeze frame, Godard and Miéville “decompose” the quotidian world of their young subjects by focusing on the minutiae of the everyday and isolated gesture, the significance of a gaze. In one remarkable sequence, the fixed camera remains on a close-up of Camille as she sits in silence at the dinner table, while her parents hold an extended conversation offscreen. Another extended sequence observes Arnaud in the classroom.
The children’s interviews (titled Verité) and scenes of their everyday routines at home and at school (Télévision) are followed by the ironic commentary of two adult television journalists (Histoire) who provide a history/story that elaborates on the interviews. Intercut with multi-textual collages of television, cinema and advertising images, these discursive visual essays analyze the economic, social and ideological functions of the mass media.
As they expose how a child’s world is “programmed” by the institutions of family and television, Godard and Miéville posit the mass media as the pervasive cultural influence in the home, with television as the 20th century primer. A provocative social discourse that resonates with eloquence and wit, France/tour/détour/deux enfants is an extraordinary achievement.


by Electronic Arts Intermix, via "The Auteurs"



Mouvement 1/5: Obscur/Chimie
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Erogeny
JAMES BROUGHTON (1976)


Ver canal "JamesBroughtonCinema" no Youtube
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Ne Change Rien

PEDRO COSTA. 2009


"Enquanto os filmava no estúdio, com aquela luz entre crepúsculo e alvorada, ima ginava a história de quatro tipos que estão a fugir de qualquer coisa, como num filme do Nicholas Ray. Quatro tipos escondidos numa cabana na floresta, a bela que canta e acalma, o tipo do baixo sempre com o dedo no gatilho, prestes a explodir, o 'chefe do gangue', reservado, imponente e seguro... E o Rodolphe não é mesmo parecido com o Brian Keith no "Nightfall"? Via-os assim e ia ouvindo a música da Jeanne como se fosse a banda sonora ideal para esse filme. Acho que, nos ensaios, os músicos transformam-se um pouco em personagens."
Pedro Costa, entrevista de Fransciso Ferreira. Ler toda no blog Sempre Em Marcha

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CICLO DE CINEMA
O Filme sobre o Filme


Na FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
ÀS QUARTAS-FEIRAS - 16H - AUD.3, 5º PISO

ENTRADA LIVRE


25 de Novembro
QUERIDO DIÁRIO, Nanni Moretti

2 de Dezembro
8 1/2, Fellini,

9 de Dezembro
LISBON STORY, Wim Wenders

16 de Dezembro
AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO, Miguel Gomes
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La Ciudad Imaginaria



Jorge Luis Borges


Mirar el río hecho de tiempo y agua 

y recordar que el tiempo es otro río, 
saber que nos perdemos como el río 
y que los rostros pasan como el agua. 

Sentir que la vigilia es otro sueño 
que sueña no soñar y que la muerte 
que teme nuestra carne es esa muerte 
de cada noche, que se llama sueño. 

Ver en el día o en el año un símbolo 
de los días del hombre y de sus años, 
convertir el ultraje de los años 
en una música, un rumor y un símbolo, 

ver en la muerte el sueño, en el ocaso 
un triste oro, tal es la poesía 
que es inmortal y pobre. La poesía 
vuelve como la aurora y el ocaso. 

A veces en las tardes una cara 
nos mira desde el fondo de un espejo; 
el arte debe ser como ese espejo 
que nos revela nuestra propia cara. 

Cuentan que Ulises, harto de prodigios, 
lloró de amor al divisar su Itaca 
verde y humilde. El arte es esa Itaca 
de verde eternidad, no de prodigios. 

También es como el río interminable 
que pasa y queda y es cristal de un mismo 
Heráclito inconstante, que es el mismo 
y es otro, como el río interminable.
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Piano Magic

4 Dez 2009 / 21:00
Teatro Sá da Bandeira, Porto

5 Dez 2009 / 20:00
Super Bock em Stock @ S. Jorge, Lisboa
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"The cinema is cruel like a miracle." -Frank O'Hara











L'annonce faite à Marie, Alain Cuny, 1991


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André Dino.Jean Cocteau 396 Scan 001
André Dino, Photographie de tournage « au ciel des tragédies » (scène écartée) des « Enfants terribles » de Jean Cocteau 1949
Henry B. Goodwin 1915. Via wikimedia
Henry B. Goodwin 1915



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Singularidades de uma rapariga loura, Manoel de Oliveira, 2009


Ela devia inspirar fanatismos como uma religião.
Quem é que possuia semelhantes criaturas?...

A tragédia da rua das flores, Eça de Queirós


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os filmes,
um ou dois ou todos,
da
Deborah Stratman










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1ª RETROSPECTIVA
SERRALVES
23 OUT 2009 - 31 JAN 2010








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De volta ao contemporâneo, ou da revisão de alguns Chabrol da grande safra 68-71.


O que esses filmes mostram - como nos mostraram nos últimos anos Coisas SecretasO Princípio da IncertezaO Sonho de CassandraA Hora da ReligiãoOs Náufragos da D-17Os Indigentes do Bom Deus e Terra dos Mortos - é que um cinema que se quer profundamente enraizado no contemporâneo sem acabar enredado pelos artifícios da complacência (i.e. Demonlover), do conformismo (i.e. I'm Not There) ou da demagogia (i.e. A Hora do ShowPlano PerfeitoOs Infiltrados), é antes de mais nada e acima de tudo um cinema virulentamente contemporâneo.

« (...) Pour lui, la bonne société est un repaire de crapules et d'infâmes hypocrites, alors que les bas-fonds peuvent receler, à l'occasion, d'immenses trésors d'indépendance, d'honnêteté, d'audace et de courage à proclamer la vérité. Ce qui équivaut à remplacer l'ancien schématisme par un schématisme beaucoup plus virulent (en tant que schématisme), beaucoup plus contraignant et étouffant pour les personnages, et qui devient aussi le cadre idéalement propice à l'exaltation de leur dégoût et de leur haine du monde qui les estoure. »

Jacques Lourcelles sobre Samuel Fuller 

Journal de 1966 in Présence du Cinéma n° 24-25, outono 1967
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IN A LONELY PLACE, NICHOLAS RAY, 1950

Poema dum Funcionário Cansado
António Ramos Rosa

A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida num quarto só
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Deixa que a respiração profunda
do teu Ser aconteça. Só isso. Não
interrogues, nem busques. Deixa
que seja Deus a procurar-te. Não
caminhes. Ele virá ao teu encontro.
Não procures contemplar. Permite,
antes, que Deus te contemple. Não
rezes. Deixa que, em silêncio, Ele
reze o que tu és.

 in Um Deus que Dança, José Tolentino Mendonça



DAMNATION, Béla Tarr (1987)



SATANTANGO, Béla Tarr (1994)



Marlon Brando and Maria Schneider (REMIXED VERSION)
LAST TANGO IN PARIS, Bertolluci (1987)




RISKY BUSINESS, Paul Brickman (1983)



VIVRE SA VIE, Godard (1962)



BANDE À PART, Godard (1964)



NAPOLEON DYNAMITE, Jared Hess (2004)



8 1/2, Fellini (1963)



6 FEET UNDER (DANCE AND DREAM SEQUENCES), Allan Ball (2001)




DAYS OF BEEING WILD, Wong Kar Wai (1991)

Resgatado ao meu antigo blog. 
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Manhã Submersa, Ruela, 2008.


(...) Eu vivia, de resto, agora, e cada vez mais, da minha imaginação. E foi por isso a partir de então que eu descobri a violência da realidade. Nada era como eu tinha fantasiado e não sabia porquê. Parecia-me que havia sempre outras coisas à minha volta que eu não supunha, e que essas coisas tinham sempre mais força do que eu julgava. Assim, a minha pessoa e tudo aquilo que eu escolhera para mim não tinham sobre o mais a importância que eu lhes dera. Chegado à realidade, muita coisa erguia a voz por sobre mim e me esquecia.

(...) Quando algum de nós se afastava para dentro de si próprio, logo a vigilância alarmada dos prefeitos o trazia de rastos cá para fora. Os superiores sabiam que, à pressão exterior, cada um de nós podia refugiar-se no mais fundo de si. Como sabiam também que a descoberta de nós próprios era a descoberta maravilhosa de uma força inesperada. Nenhuns sonhos se negavam ao apelo da nossa sorte, aí na nossa íntima liberdade. Por isso nos expulsavam de lá. Mas, uma vez postos na rua, havia ainda o receio de que as nossas liberdades comunicassem de uns para os outros e ficassem por isso ainda mais fortes. E assim nos obrigavam a integrar-nos numa solidariedade geométrica, ruidosa e exterior como de ladrilhos.


Excertos de Vergílio Ferreira, Manhã Submersa, 1953

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IF, Lindsay Anderson (1968)


O olhar foi o primeiro a tocar no corpo. depois as mãos pararam nesta cidade, perderam-se naquele jardim de cabelos e alpendres, adquiriram suavidade nas planícies, subiram montanhas, falaram, as mãos falaram, demoraram-se esquecidas, suspensas, sobre o ventre.
Al Berto, O Medo


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Sabrina D. Marques © 2005-2015. Com tecnologia do Blogger.

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