domingo, 29 de novembro de 2009

Vote for Pedro.




"Colossal Youth," The New Yorker, August 6, 2007
Ilustração de Jashar




A Caça ao Coelho com Pau

THE RABBIT HUNTERS

PEDRO COSTA (2007)






Um grande, ENORME obrigada ao José Oliveira.

sábado, 28 de novembro de 2009

Can you show me where it hurts







"My love she’s like some raven

At my window with a broken wing" Bob Dylan
Uccellacci e Uccellini, Pasolini, 1966

Boy Meets Girl (Carax, 1984) 






sexta-feira, 27 de novembro de 2009

TV Omniprésente et les enfants.



France Tour Détour
Deux Enfants

GODARD / MIÉVILLE, 1977-78

In this astonishing twelve-part project for and about television — the title of which refers to a 19th-century French primer Le tour de la France par deux enfants — Godard and Miéville take a detour through the everyday lives of two children in contemporary France.
This complex, intimately scaled study of the effect of television on the French family is constructed around Godard’s interviews with a school girl and school boy, Camille and Arnaud. Godard’s provocative questions to the children range from the philosophical (“Do you think you have an existence?”) to the social (“What does revolution mean to you?”). The programs’ symmetrical structure alternates between Camille’s and Arnaud’s segments (or "movements"), each of which is labeled with on-screen titles: Obscur/Chimie is paired with Lumiere/Physique; Réalitie/Logique with Réve/Morale; Violence/Grammaire with Désordre/Calcul.
Using precise formal devices, including the extended take, slow motion, closeups, and the freeze frame, Godard and Miéville “decompose” the quotidian world of their young subjects by focusing on the minutiae of the everyday and isolated gesture, the significance of a gaze. In one remarkable sequence, the fixed camera remains on a close-up of Camille as she sits in silence at the dinner table, while her parents hold an extended conversation offscreen. Another extended sequence observes Arnaud in the classroom.
The children’s interviews (titled Verité) and scenes of their everyday routines at home and at school (Télévision) are followed by the ironic commentary of two adult television journalists (Histoire) who provide a history/story that elaborates on the interviews. Intercut with multi-textual collages of television, cinema and advertising images, these discursive visual essays analyze the economic, social and ideological functions of the mass media.
As they expose how a child’s world is “programmed” by the institutions of family and television, Godard and Miéville posit the mass media as the pervasive cultural influence in the home, with television as the 20th century primer. A provocative social discourse that resonates with eloquence and wit, France/tour/détour/deux enfants is an extraordinary achievement.


by Electronic Arts Intermix, via "The Auteurs"



Mouvement 1/5: Obscur/Chimie

domingo, 22 de novembro de 2009

''Nunca há relações a dois. Estamos sempre num palco com os outros a olhar.''

Hedy Bach Photography

''Na minha geração, o intelectual perdeu essa função. É uma palavra que vale pouco. Para utilizar uma expressão burocrática: não consta do mapa de pessoal. O intelectual transformou-se num opinion maker, o que é uma degradação. Porque é que uma pessoa que ganha crédito numa área depois pode opinar sobre coisas das quais não sabe nada? Por exemplo, nos blogues, a palavra 'intelectual' é muitas vezes usada como injúria. Embora haja escritores que eu considero intelectuais. Gonçalo M. Tavares é um deles, assim como José Tolentino de Mendonça e José Quintais - não tenho dúvidas de que o são.''

''A última oportunidade que dei ao optimismo. A maior lição que tive nos últimos anos que contribuiu para o meu crescimento pessoal foi perceber que não há relações a dois. Nunca há relações a dois. Estamos sempre num palco com os outros a olhar. Como tenho uma costela romântica, no sentido literário, acreditava que as relações, e aqui estou a falar de todas as relações, podiam ser one-to-one. E não podem. Tudo é sempre tudo em público. Descobri-lo foi um golpe muito forte. Portanto, a partir daqui, espero não ter mais nada para aprender.

“I am rooted, but I flow.”


Erogeny
JAMES BROUGHTON (1976)


Ver canal "JamesBroughtonCinema" no Youtube

O filme "quase mono".


Ne Change Rien

PEDRO COSTA. 2009


"Enquanto os filmava no estúdio, com aquela luz entre crepúsculo e alvorada, ima ginava a história de quatro tipos que estão a fugir de qualquer coisa, como num filme do Nicholas Ray. Quatro tipos escondidos numa cabana na floresta, a bela que canta e acalma, o tipo do baixo sempre com o dedo no gatilho, prestes a explodir, o 'chefe do gangue', reservado, imponente e seguro... E o Rodolphe não é mesmo parecido com o Brian Keith no "Nightfall"? Via-os assim e ia ouvindo a música da Jeanne como se fosse a banda sonora ideal para esse filme. Acho que, nos ensaios, os músicos transformam-se um pouco em personagens."
Pedro Costa, entrevista de Fransciso Ferreira. Ler toda no blog Sempre Em Marcha

Cinema às Quartas.


CICLO DE CINEMA
O Filme sobre o Filme


Na FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
ÀS QUARTAS-FEIRAS - 16H - AUD.3, 5º PISO

ENTRADA LIVRE


25 de Novembro
QUERIDO DIÁRIO, Nanni Moretti

2 de Dezembro
8 1/2, Fellini,

9 de Dezembro
LISBON STORY, Wim Wenders

16 de Dezembro
AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO, Miguel Gomes

sábado, 21 de novembro de 2009

Où gît votre sourire enfoui?

Alejandro Lamas



La Ciudad Imaginaria



Jorge Luis Borges


Mirar el río hecho de tiempo y agua 

y recordar que el tiempo es otro río, 
saber que nos perdemos como el río 
y que los rostros pasan como el agua. 

Sentir que la vigilia es otro sueño 
que sueña no soñar y que la muerte 
que teme nuestra carne es esa muerte 
de cada noche, que se llama sueño. 

Ver en el día o en el año un símbolo 
de los días del hombre y de sus años, 
convertir el ultraje de los años 
en una música, un rumor y un símbolo, 

ver en la muerte el sueño, en el ocaso 
un triste oro, tal es la poesía 
que es inmortal y pobre. La poesía 
vuelve como la aurora y el ocaso. 

A veces en las tardes una cara 
nos mira desde el fondo de un espejo; 
el arte debe ser como ese espejo 
que nos revela nuestra propia cara. 

Cuentan que Ulises, harto de prodigios, 
lloró de amor al divisar su Itaca 
verde y humilde. El arte es esa Itaca 
de verde eternidad, no de prodigios. 

También es como el río interminable 
que pasa y queda y es cristal de un mismo 
Heráclito inconstante, que es el mismo 
y es otro, como el río interminable.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

guess who's coming.



Piano Magic

4 Dez 2009 / 21:00
Teatro Sá da Bandeira, Porto

5 Dez 2009 / 20:00
Super Bock em Stock @ S. Jorge, Lisboa

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Stereodox: M.I.A.

domingo, 15 de novembro de 2009

(ainda assim): - IMAGENS APESAR DE TUDO, lembrou o Godard.

«o processo fundamental da modernidade é a conquista do mundo como imagem.»
(Martin Heidegger
Caminhos da Floresta, Gulbenkian, 2002, p.117)

"Les Images, contrairement aux mots, sont accessibles à tous, dans toutes les langues, sans compétence ni apprentissage préalables." 
Vie et Mort Des Images, Régis Debray
?

Side Show (1931) 

 Horror Film 1, Malcolm Le Grice, 1971

(James Turrell)


Gary Beydler, Hand Held Day, 1975

ATLANTIS, Ben Russell


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

L'annonce faite à Marie.


"The cinema is cruel like a miracle." -Frank O'Hara











L'annonce faite à Marie, Alain Cuny, 1991


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ALLERSEELEN - All souls



André Dino.Jean Cocteau 396 Scan 001
André Dino, Photographie de tournage « au ciel des tragédies » (scène écartée) des « Enfants terribles » de Jean Cocteau 1949
Henry B. Goodwin 1915. Via wikimedia
Henry B. Goodwin 1915



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A paixão é uma religião prática.

Singularidades de uma rapariga loura, Manoel de Oliveira, 2009


Ela devia inspirar fanatismos como uma religião.
Quem é que possuia semelhantes criaturas?...

A tragédia da rua das flores, Eça de Queirós


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Desejo de Natal:


os filmes,
um ou dois ou todos,
da
Deborah Stratman










STEREODOX - Heard before

domingo, 8 de novembro de 2009

Augusto Alves da Silva.


1ª RETROSPECTIVA
SERRALVES
23 OUT 2009 - 31 JAN 2010








quarta-feira, 4 de novembro de 2009

I AM NOT THERE é conformismo.


De volta ao contemporâneo, ou da revisão de alguns Chabrol da grande safra 68-71.


O que esses filmes mostram - como nos mostraram nos últimos anos Coisas SecretasO Princípio da IncertezaO Sonho de CassandraA Hora da ReligiãoOs Náufragos da D-17Os Indigentes do Bom Deus e Terra dos Mortos - é que um cinema que se quer profundamente enraizado no contemporâneo sem acabar enredado pelos artifícios da complacência (i.e. Demonlover), do conformismo (i.e. I'm Not There) ou da demagogia (i.e. A Hora do ShowPlano PerfeitoOs Infiltrados), é antes de mais nada e acima de tudo um cinema virulentamente contemporâneo.

« (...) Pour lui, la bonne société est un repaire de crapules et d'infâmes hypocrites, alors que les bas-fonds peuvent receler, à l'occasion, d'immenses trésors d'indépendance, d'honnêteté, d'audace et de courage à proclamer la vérité. Ce qui équivaut à remplacer l'ancien schématisme par un schématisme beaucoup plus virulent (en tant que schématisme), beaucoup plus contraignant et étouffant pour les personnages, et qui devient aussi le cadre idéalement propice à l'exaltation de leur dégoût et de leur haine du monde qui les estoure. »

Jacques Lourcelles sobre Samuel Fuller 

Journal de 1966 in Présence du Cinéma n° 24-25, outono 1967