sábado, 29 de agosto de 2009

Take a walk on the Ray side.



Passeio com Johnny Guitar
JOÃO CÉSAR MONTEIRO (1995)



Revia há pouco o "Aquele Querido Mês de Agosto", a passar na RTP2, e no fim, o Vasco Pimentel dizia, poetica e assertivamente, que captava o som que queria. Que em qualquer realidade onde se encontrasse, seleccionava a banda-sonora do seu momento, dando ênfase aos sons que lhe interessavam.
Olho para esta curta metragem, exemplo de que o sentido máximo do Cinema é o do espectador. O espectador de todas as eras, sempre em posse de uma memória, instrumento de captação único e de reinterpretação artística ímpar (Cada recordar de um filme é, em si, um novo filme). E é nesses seus ecos que se ouve Hollywood clássica nos bairros lisboetas de 1995. E faz todo o sentido.


(Um obrigada à professora Manuela Viegas, por me relembrar disto, em tom oportuno legendando-o: "Um sentimental ao microscópio... Um estudo sobre a aura (da película também)...")

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