terça-feira, 31 de março de 2009

Abandonando o Éter

Hallelujah, King Vidor, 1929

Abandonando o Éter

David Bromige


A cada seis meses enfie em mim aço
Use (por favor) os locais que quiser
Não deixará de unificar-me
Ao abotoar meus muitos
Eus autênticos à coisa única
De que são apenas sombras.
Adeus Pinheiros, Até mais histeria,
Todos cantavam a mesma canção,
E não era nos meus sonhos
Onde vejo você com frequência.
É como ser informado
Que nutro doença letal,
Mas quanto mais, muito

E ainda nem tanto, muito
Melhor. É como sexo 
De verdade ou nem mesmo isso.
Apenas a salvo minha sanidade.
Por que perder tempo em dizer
Que não passa de sentimento?
É como ser Cabral
Or qualquer um com 18 anos 
Durante o Estado Novo,
Parte do Acaso gigante
Veto ou voto, vaticinam.
Põem-se a comer seus pães
Com o suor de seus postos.

"Leviatã" é o nome 
Da nau que afunda.
Capitães da indústria
Primeiro nos botes,
E dinheiro é a indústria
Que nos rouba o fôlego.
Você, eu & nosso amigo π.
Quanto aos nossos detalhes
Enviem os cheques em branco
A/c Soren Kierkegaard,
Número 101, Avenida Ipiranga.
Seremos a vista de seu banco.
Bisturi.

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